Nobel de Economia elogia o Pix e diz que tarifaço “fortalecerá” Lula
Em artigo no The New York Times, Krugman questionou a política tarifária de Trump
O economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel de Economia em 2008, afirmou que o tarifaço de 25% estabelecido pelos Estados Unidos sobre importações brasileiras irão fortalecer o presidente Lula (PT).
Em artigo publicado no jornal The New York Times, ele também elogia o Pix.
“Por que seria injusto uma nação oferecer aos seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas? De certa forma, o governo Trump ainda tenta punir o Brasil por ser uma democracia de fato. Diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil processou seu ex-presidente, Jair Bolsonaro, por tentar incitar uma insurreição após sua derrota na última eleição”, escreve Krugman.
Para Krugman, a medida imposta pelo governo Trump “só fortalecerá o presidente Lula”, e “economicamente, o alcance das tarifas será limitado pelos temores do governo Trump de que os preços do café, suco de laranja, carne bovina e outros produtos subam ainda mais”.
Justificativas
Segundo o governo americano, os produtos isentos são considerados estratégicos para a indústria dos Estados Unidos por haver baixa oferta doméstica ou dificuldade de substituição por fornecedores locais.
Por outro lado, os Estados Unidos rejeitaram pedidos de isenção apresentados por setores como máquinas agrícolas, máquinas industriais, vestuário, calçados, equipamentos elétricos, ferramentas de jardinagem, papel, açúcar orgânico e diversos produtos manufaturados.
O USTR também retirou da lista de exceções a celulose de alta pureza, após receber manifestações alegando que produtores brasileiros do insumo seriam beneficiados por práticas relacionadas ao desmatamento ilegal.
Investigação do USTR
O novo tarifaço é resultado de uma investigação do USTR, que teve início em julho de 2025.
Neste ano, Jamieson Greer propôs a imposição de novas tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio americana. Essa é uma ferramenta que permite que os Estados Unidos investiguem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
O órgão americano alega que políticas brasileiras sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, patentes, pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.
Greer, por exemplo, referiu-se ao Pix como um “campeão nacional” que “promove condições desleais de competição no comércio eletrônico”.
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