O mais novo entrevero entre aliados de Flávio e Valdemar
Na semana passada, o dirigente partidário afirmou que a economista Daniella Marques não reúne condições eleitorais para compor com Flávio Bolsonaro
Integrantes mais alinhados ao chamado ‘grupo ideológico’ do PL ficaram, mais uma vez, incomodados com uma entrevista do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, ao grupo Globo.
Na semana passada, o dirigente partidário afirmou que a economista Daniella Marques não reúne condições eleitorais para compor a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como vice.
Ao jornal O Globo, declarou ainda que a definição do nome pode ficar para depois da convenção partidária marcada para 25 de julho, em São Paulo, sendo adiada até 5 de agosto.
Valdemar reconheceu qualidades técnicas de Daniella Marques, que presidiu a Caixa Econômica Federal em 2022 e integrou a equipe do então ministro da Economia Paulo Guedes. Mas afirmou que ela “não tem voto”.
“Ela tem muito prestígio junto aos empresários e ela é muito competente. Agora, na minha opinião tem que ser alguém que tenha voto”, declarou Valdemar.
A fala foi criticada por integrantes do núcleo mais duro do bolsonarismo. Para a ala mais alinhada ao clã, a decisão de lançar Daniella Marques para vice teve aval não somente de Flávio como de Jair, que hoje cumpre prisão domiciliar humanitária.
Na visão dessa ala, Daniella é extremamente confiável e, mesmo sem votos, teria condições de atrair o eleitorado evangélico e o Republicanos para o palanque de Flávio.
Nesta segunda-feira, o Republicanos fará sua convenção partidária para confirmar a candidatura de Tarcísio de Freitas para o governo de São Paulo. A sigla, até o momento, não definiu se embarcará ou não no palanque de Flávio.
Em 12 de julho, o partido afirmou que ainda pretendia consultar suas bases antes de definir a estratégia para a eleição presidencial.
“Na última sexta-feira, em São Paulo, uma pesquisa encomendada pelo partido foi apresentada para uma parte da bancada paulista (registro pode ser visto nas redes sociais).
Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições. O apoio a Lula está completamente descartado. Outras reuniões semelhantes à de São Paulo ocorrerão ao longo do mês.
A decisão final dos rumos do Republicanos será tomada em Convenção Nacional que será realizada em Brasília.”
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