Os capangas cubanos de Maduro
A história da atuação de espiões e milícias de Cuba na Venezuela.
Donald Trump ameaçou Cuba nesta terça (30) com novas sanções caso o regime não cesse as operações de suas tropas e milícias na Venezuela:
….embargo, together with highest-level sanctions, will be placed on the island of Cuba. Hopefully, all Cuban soldiers will promptly and peacefully return to their island!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) April 30, 2019
Se tropas e milícias cubanas não CESSAREM imediatamente operações militares e outras com o propósito de causar morte e destruição à Constituição da Venezuela, um embargo inteiro e completo, junto a sanções do mais alto nível, será imposto à ilha de Cuba. Tomara que todos os soldados cubanos prontamente e pacificamente retornem à sua ilha!”.Já faz algum tempo que o governo americano chama a atenção para o papel dos capangas cubanos na sustentação da ditadura de Maduro. Em janeiro, em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o secretário de Estado Mike Pompeo explicou como isso aconteceu:
.@SecPompeo: Nenhum regime fez mais para manter o status de pesadelo dos venezuelanos do que o regime de Havana. #EstamosUnidosVE pic.twitter.com/rIYq4PrT7l
— USA em Português (@USAemPortugues) January 26, 2019
(…) nenhum regime se empenhou mais em sustentar a condição tenebrosa do povo venezuelano do que o regime de Havana. Durante anos, os capangas da segurança e inteligência cubanas, convidados pelo próprio Maduro e seu círculo a entrarem na Venezuela, sustentaram esse domínio ilegítimo. Eles treinaram os capangas da segurança e inteligência de Maduro nas piores práticas utilizadas em Cuba. O Ministério do Interior de Cuba ainda fornece ao – fornece ao ex-presidente Maduro a sua segurança pessoal. Membros dessa organização frequentemente utilizam seus microfones, aqui, para condenar a interferência externa nos assuntos internos. Sejamos bem claros: o poder externo que atualmente atua na Venezuela é Cuba.– O Mais Médicos da Venezuela A atuação dos capangas cubanos não se restringe a espiões e milícias armadas. Também inclui a manipulação direta das eleições por parte dos profissionais da saúde. Na Venezuela existe um programa semelhante ao Mais Médicos, e os funcionários são obrigados por seus supervisores a usar o trabalho para fins políticos. Em março deste ano, o New York Times publicou reportagem baseada no depoimento de 16 participantes do ‘Mais Médicos’ venezuelano. Entre as práticas, eles contam que:
- lembravam aos pacientes para votarem em candidatos do governo;
- negavam tratamento a eleitores da oposição;
- um médico foi impedido pelos seus supervisores de realizar um tratamento, porque os tanques de oxigênio deveriam ser preservados para mais perto da eleição;
- receberam ordens para baterem de porta em porta em bairros pobres, oferecendo remédios e alertando aos moradores que perderiam acesso a atendimentos se não votassem em Maduro e seus candidatos;
- cubanos receberam títulos de eleitor falsificados para votarem na Venezuela.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)