A fase final da “Operação Liberdade”
A cobertura do dia em que a Venezuela tentou se livrar de Nicolás Maduro.
O primeiro grande gesto foi a libertação de Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar. O ex-prefeito de Caracas se uniu a Guaidó para tentar derrubar derrubar Nicolás Maduro.Pueblo de Venezuela inició el fin de la usurpación. En este momento me encuentro con las principales unidades militares de nuestra Fuerza Armada dando inicio a la fase final de la Operación Libertad.
— Juan Guaidó (@jguaido) April 30, 2019
Desde então, o noticiário passou a alimentar a esperança de que a Venezuela voltasse a ser uma democracia. E as principais forças políticas do continente se manifestaram.Venezuela: ha iniciado la fase definitiva para el cese de la usurpación, la Operación Libertad. He sido liberado por militares a la orden de la Constitución y del Presidente Guaidó. Estoy en la Base La Carlota. Todos a movilizarnos. Es hora de conquistar la Libertad. Fuerza y Fe pic.twitter.com/Awm6P09ZM0
— Leopoldo López (@leopoldolopez) April 30, 2019
Na Venezuela
Juan Guiadó
- Anunciando o apoio das forças armadas, Guaidó e López cercaram-se de militares – uma base abriu as portas aos manifestantes que os apoiavam.
- Apelou à adesão dos funcionários públicos e anunciou que o “primeiro de maio” tinha sido antecipado.
- No discurso, prometeu o “fim da usurpação” e muita resistência.
Aliados de Guaidó
- O povo tomou as ruas contra Maduro.
- María Corina e Henrique Capriles se uniram a Guaidó e López em Caracas.
- Carlos Vecchio, indicado por Guaidó como embaixador, explicou que a Venezuela “não passava por um golpe militar”.
- O bilionário Gustavo Cisneros disse que a queda de Maduro era “irreversível”.
- Vinte e cinco militares venezuelanos pediram asilo na embaixada brasileira.
- O diretor do serviço de inteligência da Venezuela foi preso por ajudar Guaidó.
- Num mau sinal para a operação, López foi para a embaixada do Chile.
Aliados de Maduro
- Um capanga de Maduro convocou os chavistas a defenderem a sede da Presidência.
- Rapidamente a sede foi cercada.
- O ministro da Defesa chamou os protestos de “atos terroristas“.
- Um aliado de Maduro negou que Guaidó havia tomado qualquer base aérea.
- O embaixador da ditadura na ONU disse que Maduro conseguiu evitar uma “guerra civil”.
Nicolás Maduro
- Foi ao Twitter prometer que venceria mais essa batalha.
- Ao final da manhã, deu início à censura e à repressão.
¡Nervios de Acero! He conversado con los Comandantes de todas las REDI y ZODI del País, quienes me han manifestado su total lealtad al Pueblo, a la Constitución y a la Patria. Llamo a la máxima movilización popular para asegurar la victoria de la Paz. ¡Venceremos!
— Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) April 30, 2019
Censura
- A TV estatal ignorava a movimentação nas ruas.
- O metrô de Caracas foi fechado.
- Capangas de Maduro ordenaram o fim da transmissão das manifestações na Rádio Caracas.
- A internet foi bloqueada no país.
Repressão
- O principal conflito era entre militares que apoiam Guaidó e os milicianos que defendem Maduro.
- Um incêndio atingiu a principal base aérea de Caracas.
- Militares atropelaram manifestantes com blindados.
No Brasil
Jair Bolsonaro
- Alertado na véspera pelo próprio Guaidó, Bolsonaro acompanhava o desenrolar dos fatos pela TV.
- O presidente convocou uma reunião de emergência para discutir a situação do país vizinho.
- No Twitter, apoiou o movimento pela democracia na Venezuela.
- Por intermédio do porta-voz, reafirmou apoio a Guaidó.
- Destinou R$ 224 milhões para operação de apoio a venezuelanos.
O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 30, 2019
Governo brasileiro
- Eduardo Bolsonaro liderava uma comitiva na fronteira de Roraima com a Venezuela.
- Ernesto Araújo tentava descobrir a dimensão da operação. O governo como um todo buscava informações seguras.
- O secretário de Relações Internacionais da Câmara antevia uma virada iminente na Venezuela.
- Hamilton Mourão disse que “houve um passo decisivo e sem volta” na Venezuela.
- Onyx Lorenzoni informou que o Brasil apenas acolhia os venezuelanos.
- O general Heleno era o mais cético, reforçando que o Brasil não iria intervir. Veio dele a informação de que Guaidó não atingira os altos escalões militares.
- Um membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara disse que “a população cansou de esperar“.
- O Brasil recebeu pelo menos 70 militares desertores.
- Janaina Paschoal chamou Maduro de “tirano vergonhosamente financiado pelo dinheiro suado dos brasileiros”.
Outros
- João Amoêdo torcia pela queda de Maduro.
- Senador por Roraima disse esperar uma solução “sem conflito armado, sem guerra civil“.
Oposição brasileira
- Jandira Feghali, do PCdoB, chamou a “operação Liberdade” de “tentativa de golpe“.
- Paulo Pimenta, do PT, falou em “golpe” protagonizado pelos Estados Unidos.
Na América Latina
- O presidente do Paraguai disse que chegava a hora do povo venezuelano.
- O presidente do Chile reiterou o apoio a Guaidó.
- O presidente da Colômbia também.
- Mas Cuba acusou a “direita pró-imperialista” por levante contra Maduro.
- Por segurança, a Colômbia mandou os militares da fronteira aos quartéis.
Reiteramos Ntro total apoyo al Pdte Guaido y democracia en https://t.co/2y0dWEm4jU dictadura de Maduro debe terminar por la fuerza pacífica, ydentro de la constitución, del pueblo venezolano. Así se restablecerán las libertades, la democracia,los DDHH y el progreso en #Venezuela.
— Sebastian Piñera (@sebastianpinera) April 30, 2019
Valiente pueblo de Venezuela! Llegó tu hora!
— Marito Abdo (@MaritoAbdo) April 30, 2019
No resto do Mundo
- O secretário de Estado dos EUA anunciou pleno apoio a Guaidó.
- Donald Trump disse que os EUA estavam “ao lado do povo da Venezuela e de sua liberdade!”
- A Rússia defendeu que os problemas fossem resolvidos por diplomacia.
- A ONU pediu calma.
- O assessor de Segurança Nacional dos EUA acenou com uma anistia aos aliados de Maduro.
I am monitoring the situation in Venezuela very closely. The United States stands with the People of Venezuela and their Freedom!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) April 30, 2019
Análise
Um dos possíveis desdobramentos da nova ação de Juan Guaidó hoje seria sua prisão pela polícia política de Nicolas Maduro. Para observadores militares, isso forçaria um posicionamento mais firme por parte dos 50 países que apoiam a autodeclarada presidência de Guaidó – do Brasil, inclusive. O Antagonista
Opinião
O que se está vendo na Venezuela é um espetáculo de barbárie perpetrado pela esquerda contra o povo venezuelano. Esquerda que sempre contou e conta com o apoio de Lula e seu bando de maluco. O Antagonista
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