Zema quer “privatizar tudo”, reforma da previdência e revisão do Bolsa Família
Candidato do Novo a presidente participou de sabatina de O Antagonista e G4, primeiro grande evento da campanha presidencial
O pré-candidato do Novo a presidente da República, Romeu Zema, prometeu nesta terça-feira, 4, em sabatina de O Antagonista e G4, que, num eventual governo, vai “privatizar tudo”, levar adiante reformas administrativa e da previdência e revisar programas sociais, como o Bolsa Família. A sabatina é o primeiro grande evento da campanha presidencial de 2026.
“O reequilíbrio das contas públicas é o fundamental. Que essa taxa de juros está matando as famílias e o setor produtivo no Brasil. Recorde de quebradeira, recorde de endividamento. E eu tenho quatro frentes de trabalho: primeiro privatizar tudo. Para mim não tem vaca sagrado. Tudo, tudo, não tem o que não privatizar. O Estado já tem uma tarefa gigante para fazer na área de segurança pública, de saúde, de educação, e ainda quer empresariar, coisa que ele não sabe fazer”, declarou Zema.
Para o ex-governador de Minas Gerais, a reforma administra “já devia ter sido feita há muito tempo, para dar racionalidade ao Estado”.
Em relação à reforma previdenciária, ele disse que a de 2019 “já não é mais suficiente”. Já sobre programas sociais, Zema afirmou que “precisamos do Bolsa Família, mas tem muita fraude” e muita gente que se recusa a trabalhar.
Questionado sobre como resolver o lobby do funcionalismo público contra a reforma administrativa, Zema declarou que não se importa de ser presidente “de um mandato”, para “fazer aquilo que é necessário no Brasil”. “Me desgastar, ficar impopular, eu vou voltar para minha casa satisfeitíssimo”.
A sabatina
A sabatina de O Antagonista e G4, uma das maiores empresas de educação executiva e soluções empresariais do Brasil, nesta terça, terá quatro pré-candidatos e candidatos à Presidência da República da eleição deste ano.
Confirmaram presença o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) e o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e do partido Missão, Renan Santos.
O presidente Lula foi o único dos cinco convidados a se recusar a participar.
Os cinco que receberam os convites foram os que pontuavam melhor em todas as pesquisas de intenção de voto.
A ordem da sabatina foi definida a partir de pesquisa Realtime Big Data, parceiro de O Antagonista, divulgada em 1º de junho.
O mais bem colocado nesse levantamento será o último a responder às perguntas.
Na pesquisa de 1º de junho, Lula liderava, seguido por Flávio, Renan, Caiado e Zema. O primeiro a ser sabatinado, portanto, foi Zema. Na sequência, serão Caiado, Renan e Flávio.
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