Zema promete acabar com sigilos e ampliar transparência no governo
Candidato do Novo afirmou que divulgará gastos, agendas e cobrará o mesmo de ministros caso seja eleito presidente
Primeiro presidenciável sabatinado por O Antagonista e G4 nesta terça-feira, 4, Romeu Zema prometeu ampliar a transparência da administração pública e criticou a utilização de sigilos sobre informações do governo federal.
Durante a entrevista, o candidato do Novo afirmou que pretende tornar públicos seus gastos e compromissos oficiais e exigir o mesmo comportamento de todos os integrantes da futura equipe ministerial.
“Como presidente, vou dar transparência a tudo que eu gastar, a tudo que eu tiver de agenda e vou exigir dos ministros. Quero toda a máquina pública mostrando tudo”, afirmou.
Sem citar casos específicos, Zema criticou o uso de sigilos sobre informações do Executivo.
“Não tem nada de 100 anos de sigilo. Não precisa de sigilo em operação policial. Algumas coisas que estão na Justiça, gasto de governo tem de estar escancarado”, disse.
Segundo o candidato, a divulgação das informações contribuiria para reduzir desperdícios e melhorar a gestão pública.
“Na hora que você dá o exemplo, você muda o comportamento das pessoas. Tem desperdício demais e muita trava que não deixa a economia avançar”, afirmou.
Ao longo da sabatina, Zema também voltou a defender uma administração mais enxuta e disse que pretende reproduzir, em âmbito federal, medidas adotadas durante sua gestão em Minas Gerais, como a redução de cargos e de despesas administrativas.
O candidato foi o primeiro dos quatro presidenciáveis convidados para a série de sabatinas promovida por O Antagonista e G4, que reúne os principais nomes da disputa presidencial de 2026.
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