Zema é vítima de “militância” do Judiciário, diz Flávio
Gilmar Mendes quer que ex-governador de Minas Gerais seja investigado no inquérito das fake news
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfim se manifestou sobre a tentativa do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de investigar o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news.
Em Sinop (MT), onde participou de uma feira ligada ao agronegócio, Flávio disse que Zema é “mais uma vítima desta militância que existe no Judiciário”.
“É mais uma vítima desta militância que existe no Judiciário, esse ativismo judicial, que é muito lamentável. Sabe quantos parlamentares já foram condenados pelo STF desde 1988 por calúnia? Zero. Porque sempre se respeitou a Constituição, a imunidade parlamentar, inclusive no tocante a palavras, opiniões e votos”, afirmou.
“Não há crime, ofensa, nada disso, apenas embate político. Para mim está muito claro que é uma tentativa de criar este canal, esta prevenção, em especial do Alexandre de Moraes, para que, durante a campanha, nossos opositores busquem o atalho direto para a Primeira Turma do STF, ao invés de acionarem o TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”, acrescentou.
Inquérito das fake news
Gilmar Mendes pediu ao colega Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão do ex-governador Romeu Zema no famigerado inquérito das fake news.
Como de costume, o pedido é sigiloso e já foi encaminhado para a Procuradoria Geral da República (PGR) para posicionamento. A PGR é comandada por Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no IDP.
O decano do STF não gostou de um dos vídeos da série de animação “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais para criticar os ministros do Supremo.
No segundo episódio, o boneco alusivo a Dias Toffoli pede ajuda do boneco alusivo a Gilmar (foto) após a CPI do Crime Organizado quebrar o sigilo da Maridt, da qual Toffoli é sócio.
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Sátira
O decano do STF, que não tinha nenhuma ligação formal com o caso, suspendeu a quebra do sigilo por meio de um subterfúgio: ressuscitou um processo antigo para expedir um habeas corpus, atropelando a relatoria de André Mendonça, que cuida do caso do Banco Master no Supremo.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu o indiciamento de Gilmar no relatório da CPI do Crime Organizado por conta dessa interferência. O relatório não foi aprovado, graças a uma manobra do governo Lula, mas o decano do STF pediu investigação de Vieira por abuso de autoridade.
Na animação publicada por Zema, Gilmar pede uma cortesia no resort Tayayá, símbolo da relação de Toffoli com o Master, como retribuição pela ajuda que deu ao colega.
Para o decano do STF, a animação publicada por Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
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