Vice-líder de Lula apresenta projeto contra cobrança por bagagem de mão
O projeto de lei veio na esteira de uma mudança anunciada nesta semana pela Gol. A companhia aérea criou uma nova tarifa, chamada basic
O vice-líder do governo Lula na Câmara, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), apresentou nesta quarta-feira, 15, um projeto de lei que proíbe a cobrança de taxa por bagagem de mão em voos comerciais operados no território nacional.
A proposta determina que o transporte de uma mala de bordo deve estar incluído no valor da passagem aérea.
O projeto de lei veio na esteira de uma mudança anunciada nesta semana pela Gol. A companhia aérea criou uma nova tarifa, chamada basic, que não prevê o transporte gratuito de uma mala de cabine e permite somente o embarque com um item pessoal de até 10 kg, contanto que ele caiba na parte de baixo do assento do passageiro. As mudanças entraram em vigor na terça-feira última, 14.
Pelo texto, as companhias aéreas ficam impedidas de cobrar qualquer valor adicional pelo transporte de bagagens que se enquadrem nos limites de peso e dimensões fixados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O projeto também veda a redução injustificada desses limites como forma de contornar a proibição.
A proposta prevê punições em caso de descumprimento, incluindo restituição em dobro ao passageiro do valor cobrado indevidamente e multa equivalente a 200 vezes o montante da taxa, a ser paga à Anac. A fiscalização caberá à agência e aos órgãos de defesa do consumidor.
Na justificativa, Rubens Júnior argumenta que a cobrança, adotada por empresas sob a alegação de reduzir custos e estimular a concorrência, não trouxe benefícios concretos aos passageiros. “Na prática, os preços das passagens não sofreram redução proporcional à nova cobrança”, afirmou o deputado.
Segundo ele, a prática tem onerado o consumidor e restringido o acesso ao transporte aéreo, considerado essencial em um país de dimensões continentais como o Brasil. “O direito de transportar consigo uma bagagem de mão, contendo objetos pessoais e itens indispensáveis, é inerente à própria natureza do deslocamento e não deve ser tratado como serviço adicional”, escreveu.
“Esta proposta busca restabelecer evitar práticas abusivas e assegurar a proteção do consumidor, garantindo que o passageiro tenha o direito básico de transportar seus pertences pessoais sem a imposição de cobranças indevidas”, declarou o parlamentar.
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Comentários (1)
José
16.10.2025 07:09Vice líder de partido político. E esta é sua melhor proposta?