Viana: “Blindado” na CPMI, Lulinha agora coleciona investigações
Para ex-presidente da CPMI do INSS, "desespero" da base governista no colegiado para blindar empresário tinha explicação
O ex-presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG), reagiu nesta segunda-feira, 3, à informação de que a Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de mais um inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
Em publicação no X, Viana ressalta que se trata do terceiro pedido feito pela PF de investigação contra Lulinha por suposto tráfico de influência e relembrou a atuação da base do governo Lula para blindar o empresário na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Para Viana, com a PF vendo motivos para investigar Lulinha, o “desespero” da base governista na CPMI tinha explicação.
“Lulinha já pode pedir música no Fantástico. Mais um pedido de inquérito por tráfico de influência. O terceiro. Cannabis medicinal. Dataprev. Acesso a gabinetes. O menino que a base tentou blindar na CPMI agora coleciona investigações. O desespero tinha explicação“, escreveu o senador.
Segundo o portal Metrópoles, o filho de Lula é suspeito agora de tráfico de influência para favorecer empresas parceiras. Ele teria usado o nome do petista para viabilizar negócios e investimentos.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou na última quinta-feira, 30, que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva por suspeita de tráfico de influência. Nesse primeiro caso, corporação a PF busca apurar se ele interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal, com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.
Depois, na sexta, 31, Mendonça autorizou a abertura de uma segunda investigação da PF, para apurar uma possível prática de tráfico de influência por Lulinha em negócios envolvendo a Dataprev, empresa pública responsável pela base de dados do INSS.
O relatório da CPMI do INSS elaborado pelo relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), previa o indiciamento de Lulinha por envolvimento no esquema de roubo de aposentadorias e pensões. Ele foi apontado no documento como uma espécie de lobista que teria ajudado a abrir as portas do Poder Executivo a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Embora a oposição ocupasse cargos-chave na CPMI, a base governista conseguiu maioria e derrubou o texto por 19 votos a 12, em 28 de março. Com o encerramento da sessão sem análise de uma versão alternativa, a CPMI foi concluída sem um relatório aprovado.
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