Valdemar se explica após comparar Bolsonaro a Che Guevara
"O que eu comparei foi o processo de mitificação", disse o presidente do PL no X
Depois de comparar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao guerrilheiro Ernesto Che Guevara, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, foi ao X se explicar:
“Que fique claro:
Nunca comparei Bolsonaro com Che Guevara, até porque o cubano (sic) era de esquerda e deixei isso claro.
O que eu comparei foi o processo de mitificação e reafirmo: estão transformando Bolsonaro em um mártir, um mito ainda maior do que já é.
Jair é o legítimo líder da nossa direita e continuará sendo.”
O que disse Valdemar?
Mais cedo, Valdemar disse:
“Estão transformando o Bolsonaro em um Che Guevara. O que eu quero dizer, não com o que o Che Guevara fez, porque ele era de esquerda, mas no prestígio que ele tinha. Porque ele tinha um carisma tão grande que o Fidel teve que ficar livre dele em Cuba, porque ele atrapalhava a vida do Fidel.”
Che Guevara se transformou em um ícone da esquerda na América Latina por liderar a Revolução Cubana com os irmãos Castro.

Os Rolex de Che Guevara
Che Guevara foi detido nas selvas da Bolívia com dois relógios Rolex, em 1967. Ao se entregar, ele implorou para não ser morto.
“Não atire. Eu sou Che Guevara. Valho mais vivo para você do que morto”, disse.
A Crusoé, o capitão Gary Prado Salmón, que comandou a operação que capturou o argentino, foi lânguido ao narrar o que sentiu quando viu seu inimigo frente a frente: “Che não tinha nada de heroico“.
As joias de Bolsonaro
Bolsonaro não é exatamente conhecido por elogios a Che Guevara, e milita, declaradamente, em campo político oposto. Mas há algumas semelhanças entre os dois.
Enquanto era presidente da República, Bolsonaro recebeu de joias e relógios de luxo de presente do regime da Arábia Saudita.
No Brasil, os itens foram protocolados como “acervo privado”.
Um dos presentes recebidos era um estojo, com um relógio da marca Rolex, de ouro branco, cravejado de diamantes.
Havia também uma caixa de madeira clara, que traz o símbolo verde do brasão de armas da Arábia Saudita, com uma caneta da marca Chopard prateada, com pedras encrustadas.
A lista de itens ainda contava ainda com um par de abotoaduras em ouro branco, com um brilhante cravejado no centro e outros diamantes ao redor, além de um anel em ouro branco com um diamante no centro e outros em forma de “baguette” ao redor, uma “masbaha”, um tipo de rosário árabe, feito de ouro branco e com pingentes cravejados em brilhantes.
A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro em 4 de julho de 2024 no inquérito das joias sauditas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)