“Todo mundo escorado em habeas corpus”, diz presidente da CPMI do INSS
Senador Carlos Viana critica decisão do STF que dispensou deputado maranhense de depor e promete buscar revisão do entendimento
O presidente da CPMI que investiga fraudes no INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou, nesta quinta-feira, 26, a concessão de mais um habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou o deputado estadual do Maranhão, Edson Araújo, a não comparecer ao colegiado.
Segundo Viana, a medida se soma a outras decisões semelhantes que têm impedido a oitiva de investigados considerados relevantes para o esclarecimento do caso. “Recebemos a notícia de que o Supremo Tribunal Federal deu mais um habeas corpus, permitindo que uma pessoa não venha à comissão. É duro”.
O senador mencionou levantamentos preliminares que apontaram movimentações financeiras elevadas associadas ao parlamentar maranhense. “Dessa vez, o senhor Edson Araújo, um deputado estadual do Maranhão, que passou pela conta dele, segundo os levantamentos, quase 60 milhões de reais, dinheiro de uma confederação de pescadores”. Viana demonstrou, ainda, insatisfação com a repetição de decisões judiciais que dispensam depoimentos. “Foi assim com pelo menos uns cinco outros, todos graúdos desse desvio de dinheiro absurdo que aconteceu em nosso país, todo mundo escorado em habeas corpus que não pode vir na CPMI”, destacou.
O presidente da comissão afirmou que pretende buscar diálogo institucional para tentar reverter o entendimento. “Eu tenho a meta de investigar e fazer um relatório que cumpra a obrigação junto ao povo brasileiro, que dê respostas aos aposentados. Vou conversar com o ministro André Mendonça, vou tentar mudar o posicionamento”. O senador também apelou ao apoio da população e disse compreender a indignação diante das decisões. “Eu também fico indignado, mas não vamos desistir. A nossa luta vale a pena”, concluiu.
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