“Tinha 3 mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”, diz Bolsonaro à polícia
Fala do ex-presidente em oitiva sobre arma apreendida consta em decisão do ministro Alexandre de Moraes dando prazo à PGR
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre eventual “falta grave“ por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ressalta que, na oitiva na terça, 23, o político admitiu ser dono da arma apreendida e que a tinha em sua casa durante a prisão domiciliar.
Moraes salienta que, no depoimento, o ex-presidente afirmou: “Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”.
O ministro deu prazo de 48 horas, nesta quarta-feira, 24, para que a PGR se manifeste sobre a eventual falta grave por parte de Bolsonaro, por ter a arma na prisão domiciliar humanitária.
Segundo Moraes, nos termos do artigo 50, III, da Lei de Execução Penal, comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que ”possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”, sendo “dispensável a realização de perícia no objeto apreendido, a fim de perquirir sua potencialidade lesiva, por falta de previsão legal”.
Moraes afirma ainda que “a Lei de Execução Penal prevê as consequências para o reconhecimento da prática de falta grave pelo condenado”.
Entre elas, a revogação de autorização para trabalho externo; interrupção do prazo para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem do requisito objetivo terá como base a pena restante; revogação da autorização para saídas temporárias; perda de até 1/3 dos dias remidos pelo trabalho ou estudo e o reinício da contagem para futuras remições; e possibilidade de inclusão em regime disciplinar diferenciado ou a regressão no regime de cumprimento de pena, inclusive com a cessação da prisão domiciliar.
Moraes tomará uma decisão após a manifestação da PGR.
Prisão domiciliar humanitária
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou na terça-feira, 23, um pedido de prorrogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 três meses de prisão pela condenação na trama golpista.
“Conforme temos sustentado, as condições de saúde do Presidente, que suportaram o deferimento do pedido anterior, têm características permanentes, não tendo se modificado no trimestre em que permaneceu em custódia domiciliar”, argumentou um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, no X.
O prazo de 90 dias concedido por Moraes para Bolsonaro cumprir a pena em casa termina na quinta-feira, 25.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Maglu Oliveira
24.06.2026 13:05O cara está com um pé na cova, tem a casa cercada por vigilantes armados e vem com essa conversa pra boi dormir? Xandão, manda ele de volta pra Papudinha, tranca e joga a chave no mar. Que cara que não aprende! E esse MERDA ainda DESGOVERNOU o país. Alguém explica? E o MERDINHA já falou que se for eleito vai soltar o doido. Prende a família toda Xandão! Não aguento mais ouvir falar nesse nome. Affii!!!