Tabata cobra Itamaraty sobre saída do Brasil de pacto contra o antissemitismo
No documento, endereçado ao chanceler Mauro Vieira, a parlamentar questiona os motivos que embasaram a decisão e quais órgãos foram consultados
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou requerimento de informação na Câmara dos Deputados para cobrar explicações do Ministério das Relações Exteriores sobre a decisão do governo Lula de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês).
No documento, endereçado ao chanceler Mauro Vieira, a parlamentar questiona os motivos que embasaram a decisão, quais órgãos foram consultados, se houve diálogo com a sociedade civil e quais alternativas serão adotadas para seguir promovendo a memória do Holocausto e combatendo o antissemitismo.
A IHRA é uma organização intergovernamental criada em 1998 que reúne países comprometidos com a preservação da memória do Holocausto e o enfrentamento ao antissemitismo. O Brasil fazia parte da aliança como membro observador desde 2021.
Tabata argumenta que a definição de antissemitismo adotada pela IHRA, embora sem valor jurídico, serve como referência global para mais de 45 países e cerca de 2.000 instituições. Ela cita ainda a importância do Brasil nesse cenário por abrigar a segunda maior comunidade judaica da América Latina.
“É fundamental que o Ministério das Relações Exteriores apresente informações detalhadas sobre os motivos, os processos de tomada de decisão e as estratégias futuras para garantir que o Brasil continue engajado na promoção dos valores de tolerância, respeito e memória histórica”, afirmou a parlamentar no requerimento.
Nesta segunda-feira, como mostramos, a bancada do Novo também apresentou uma cobrança semelhante. Além do requerimento de informação, os deputados também impetraram uma moção de repúdio na Câmara.
Os dois documentos foram protocolados por Marcel van Hattem, líder do partido, e pelos deputados Luiz Lima (RJ), Adriana Ventura (SP) e Gilson Marques (SC).
O requerimento inclui 11 perguntas ao Itamaraty. Entre os questionamentos, os parlamentares querem saber se houve consulta à comunidade judaica, quais pareceres técnicos fundamentaram as decisões e por qual motivo não há iniciativas semelhantes contra governos como os de Venezuela, Nicarágua, Cuba, Irã ou Rússia, mencionados pelos deputados como responsáveis por violações de direitos humanos.
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Comentários (2)
Denise Pereira da Silva
29.07.2025 07:55Êta mulherzinha dissimulada.
Marcia Elizabeth Brunetti
29.07.2025 07:15Vamos lembrar que tudo foi criado pela atitude infantiloide de um aprendiz de ditador que não aMadureceu.