STF torna réus sete acusados de integrar núcleo das fake news na trama golpista
Os novos sete denunciados pela PGR se unirão aos 14 que já se tornaram réus por tentativa de golpe de Estado com Bolsonaro
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réus sete pessoas acusadas de integrar o chamado núcleo das fake news dentro da chamada trama golpista para manter Jair Bolsonaro no poder.
Depois de aceitar integralmente as denúncias apresentadas contra o núcleo “crucial”, que envolvia o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o núcleo de “gerenciamento de ações”, num total de 14 réus, os ministro do STF deliberam nesta terça-feira, 6, sobre o núcleo da “desinformação”. Esse núcleo envolveu os seguintes denunciados, que agora são réus no STF.
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva;
- Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal;
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército;
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;
- Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal e ex-integrante da Abin;
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército.
“Propagaram notícias falsas”
Segundo a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet (à esquerda na foto), e aceita pelos ministros “eles propagaram notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizaram ataques virtuais a instituições e autoridades que ameaçavam os interesses do grupo”.
Como mostramos mais cedo, para o relator dessa investigação, o ministro do STF Alexandre de Moraes, há uma ligação direta entre o chamado núcleo “crucial” e o de “desinformação”.
“Me parece aqui, com absoluta certeza, que para esse momento processual, a Procuradoria-Geral da República descreveu satisfatoriamente os fatos típicos e ilícitos. Descreveu satisfatoriamente todas as circunstâncias, todas as provas presentes na investigação realizada com extrema competência”, disse Moraes.
“Toda a estrutura do núcleo político — cuja denúncia já foi recebida — [vem] instrumentalizando suas ordens ao núcleo de desinformação, como narra a denúncia. A denúncia narra, de forma lógica, com provas suficientes da PGR e indícios razoáveis de autoria de Ailton [Barros, major da reserva do Exército]”, declarou o magistrado.
Acompanharam integralmente o voto de Moraes os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Turma. Havia a possibilidade de que o caso se estendesse até esta quarta-feira, mas os ministros conseguiram antecipar a análise do recebimento da denúncia para esta terça.
Advogados questionaram legitimidade de Moraes
Durante o julgamento dessa nova leva de denunciados, os advogados questionaram a legitimidade do ministro Alexandre de Moraes em conduzir esse processo. Eles argumentaram que a condução processual pelo ministro afronta o princípio da dupla jurisdição e do chamado juiz natural.
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Comentários (2)
MARCOS
06.05.2025 19:48A LEGITIMIDADE DO MINISTRO AFRONTA TODAS AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO. E DAÍ? VÃO FAZER O QUÊ? VÃO APELAR PARA DEUS? DEPOIS DOS MINISTROS SÓ DEUS E ELE NÃO ESTÁ DISPONÍVEL. ACABOU, A DITATOGA VENCEU.
Fabio B
06.05.2025 17:36Os doidinhos que hoje pegaram 14 anos foram induzidos ao erro por essa gente.