Silvinei alegou ter câncer em carta: “Não posso me comunicar verbalmente”
Ex-diretor da PRF levava texto escrito em espanhol no qual mencionava diagnóstico de glioblastoma multiforme em estágio avançado
Silvinei Vasques (foto), ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) preso nesta sexta, 26, no Paraguai, levava com ele uma carta escrita em espanhol em que afirmava ter câncer e, por esse motivo, não poderia se se “comunicar verbalmente nem compreender instruções orais.”
“Tenho diagnóstico de Glioblastoma Multiforme — Grau IV, câncer localizado na cabeça (cérebro), doença oncológica de prognóstico grave, razão pela qual não posso me comunicar verbalmente nem compreender instruções orais”, diz trecho da carta.
Ao decretar a prisão preventiva de Silvinei Vasques, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionou que a tornozeleira perdeu sinal na madrugada de Natal (25/12), por volta das 3h horas Depois, por volta das 13 horas, ficou totalmente sem conexão.
Depois do ocorrido, agentes da Polícia Federal se dirigiram à residência de Silvinei, mas ninguém atendeu. Então, os policiais foram até o estacionamento e também não acharam o carro do ex-diretor PRF.
Após avançar na investigação, a PF constatou que o carro de Silvanei estava em nome de terceiros e rodando por Florianópolis quando os agentes tentaram localiza-lo. Com base em imagens de câmeras de segurança, a Polícia Federal concluiu que Silvinei havia alugado um Polo para ir ao Paraguai.
“Foi possível identificar que Silvinei Vasques estaria utilizando o VW/Polo Prata, placas TXF2G54, em nome da empresa Localiza (veículo possivelmente alugado). Dessa forma, pode-se afirmar que o Réu esteve no local pelo menos até as 19h22min do dia 24/12/2025, quando não foi mais visto entrando ou saindo de carro”, diz a PF em relatório.
Condenação na trama golpista
O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão no caso da trama golpista para manter Jair Bolsonaro na Presidência da República após a derrota nas eleições de 2022.
No caso de Silvinei, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que ele utilizou a PRF para tentar barrar a circulação de eleitores petistas no pleito daquele ano.
O ex-diretor da PRF cumpria prisão domiciliar em Santa Catarina.
Leia também: Como Silvinei Vasques tentou despistar a PF
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)