Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é preso no Paraguai
Vasques cumpria prisão domiciliar em Santa Catarina e, segundo a PF, rompeu a tornozeleira eletrônica
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso na madrugada desta sexta-feira, 26, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, tentando embarcar para El Salvador.
Vasques cumpria prisão domiciliar em Santa Catarina e, segundo a PF, rompeu a tornozeleira eletrônica. Após a avaria no dispositivo, a PF emitiu alertas em fronteiras e em aeroportos.
Silvinei estava com um passaporte paraguaio original, mas de uma outra pessoa. Ele está sob custódia das autoridades paraguaias e deve voltar ao Brasil ainda nesta sexta-feira.
O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por integrar a organização criminosa que supostamente tramou para dar um golpe de Estado no Brasil no final de 2022 e início de 2023.
No caso de Silvinei, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que ele utilizou a PRF para tentar barrar a circulação de eleitores petistas nas eleições de 2022.
Como mostramos no início desta semana, a Controladoria-Geral da União (CGU) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o compartilhamento integral dos autos das investigações da Operação Tempus Veritatis, para abrir procedimentos administrativos disciplinares contra servidores e ex-servidores federais citados no caso.
A operação foi deflagrada em fevereiro do ano passado pela Polícia Federal (PF) e embasou a ação penal do golpe.
O pedido foi formalizado em ofício assinado pelo ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, e encaminhado ao STF em 11 de dezembro. No documento, a controladoria afirma que, a partir da análise de informações tornadas públicas pelo Supremo em fevereiro de 2024, identificou “indícios mínimos de autoria e materialidade” de infrações administrativas atribuídas a agentes que ocupavam cargos civis no Poder Executivo Federal à época dos fatos investigados.
Segundo a CGU, esses elementos são suficientes para justificar a abertura de apurações disciplinares no âmbito da Corregedoria-Geral da União, órgão responsável por investigar e responsabilizar administrativamente servidores federais. Entre os nomes citados no ofício estão o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins e de Silvinei Vasques.
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Comentários (1)
O bolsonarismo prejudicou muita gente, q tinha seu trabalho digno até o dia em q se deixou iludir por um político do Centrão... Deu no q deu...