“Se houver a possibilidade de um relatório conjunto, ela será respeitada”, diz Viana
Presidente da CPMI do INSS admite tentativa de consenso na reta final, mas mantém leitura do parecer em meio a prazo apertado e divergências entre parlamentares
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta sexta-feira, 27, que a comissão tentará construir um relatório de consenso na fase final dos trabalhos, mas indicou que a leitura do parecer será mantida mesmo diante das divergências. Segundo ele, o colegiado chega aos últimos momentos com a responsabilidade de entregar um documento “equilibrado” e “técnico”, baseado nas provas reunidas ao longo da apuração.
“Diante da verdade, nós vamos apresentar à comissão um relatório equilibrado, um relatório técnico, com base nas provas que arrecadamos durante todo o trabalho”, declarou.
Viana afirmou que cada parlamentar deverá se posicionar individualmente. “Cada parlamentar terá o direito de votar de acordo com a sua consciência, e quem dirá, junto com a população brasileira, será a história”, disse. Ele também indicou que o desfecho da comissão servirá para expor o posicionamento de cada integrante. “Vamos dar ao Brasil a possibilidade de saber exatamente o posicionamento de cada parlamentar que participou das investigações.”
Apesar da tentativa de reduzir o tom político, o ambiente na comissão segue marcado por disputas em torno do conteúdo final do relatório. O presidente reconheceu a possibilidade de construção de um texto conjunto, mas tratou o cenário com cautela. “Se houver a possibilidade de um relatório conjunto, ela será respeitada. Vamos avaliar na hora o que vai acontecer. Quem sabe a gente consegue construir um relatório aprovado em consenso.”
Nos bastidores, parlamentares divergem sobre o alcance das conclusões e o número de indiciamentos, o que pode dificultar um acordo até o fim dos trabalhos. Ainda assim, Viana afirmou esperar que o diálogo prevaleça. “Em alguns pontos, eu espero que o diálogo prevaleça até o final, mas que a verdade triunfe.”
O senador também voltou a defender o caráter técnico da investigação e criticou a politização do debate. Segundo ele, houve esforço para evitar contaminação eleitoral ao longo dos trabalhos. “Evitei, em todo momento, um debate eleitoral ou ideológico. Entreguei ao país uma série de ações voltadas para uma investigação técnica“.
Ao longo dos trabalhos, a CPMI realizou 38 reuniões, ouviu 72 convidados e convocados, dos quais 36 compareceram para prestar depoimento. A comissão também teve pedidos que resultaram na prisão de 14 pessoas no curso das investigações, com R$ 13 bilhões de bens bloqueados na justiça.
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Comentários (1)
Annie
27.03.2026 10:17Mais uma pizza no forno sendo assada pelo STF