Saúde de Bolsonaro pode ter “ponto de não retorno”, diz Carluxo após visita
Segundo o ex-vereador do Rio de Janeiro, ex-presidente da República estava "sonolento e abatido" na manhã desta quarta-feira
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro disse nesta quarta-feira, 18, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, estava “sonolento e abatido” pela manhã e que, a qualquer momento, pode haver um “ponto de não retorno“ em relação à saúde do político do PL.
A manifestação, no X, ocorreu após Carlos visitar Jair na Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela condenação na ação penal do golpe de Estado.
“Saio mais uma vez da Papuda nesta Quarta-feira de Cinzas, seguindo rigorosamente os dias e horários de visita – quartas e sábados. Encontrei o Presidente sonolento e abatido, obviamente se questionando sobre uma prisão que jamais deveria existir, já que não cometeu crime algum. É humanamente impossível que alguém suporte tais condições por tanto tempo e consiga manter-se ileso”, iniciou o ex-vereador.
“Se eu estou cansado, imagine ele. Deu tempo de dar uma arrumada em seus livros e nos poucos utensílios de plástico permitidos. Organizei também as tampas das marmitas, sempre com as mensagens que a Michelle deixa para cada refeição – pequenos gestos que mantêm a dignidade em meio ao absurdo. Mais um dia se passou, e minha preocupação só aumenta ao ver a normalização do que estão fazendo”.
Ele prosseguiu: “Pode existir a qualquer momento um ponto de não retorno em relação à saúde do meu pai. Ele é uma rocha, mas é impossível não perceber que, dia após dia, a covardia que sofre o atinge cada vez mais”.
Na última quarta-feira, 11, a defesa de Jair protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido para que seja concedida prisão domiciliar humanitária ao político. O ministro Alexandre de Moraes, juiz da execução da pena, vai analisar a nova solicitação. Ele rejeitou as anteriores, de novembro e dezembro do ano passado.
Na nova petição, a defesa de Bolsonaro afirma que “não se pode exigir, à luz da Constituição e da jurisprudência consolidada desta Corte, que o Estado aguarde a ocorrência de evento irreversível para somente então reconhecer a inadequação do ambiente de custódia [do político]”.
Os advogados citam os problemas de saúde de Bolsonaro e a semelhança do caso dele com o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, para quem foi concedida prisão domiciliar humanitária.
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