São Paulo ferve em dezembro e quebra recorde de temperatura
O forte calor registrado em São Paulo em 25 de dezembro de 2025 quebrou recordes históricos ao atingir 35,9 °C
O forte calor registrado em São Paulo em 25 de dezembro de 2025 quebrou recordes históricos ao atingir 35,9 °C na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Recorde de calor em São Paulo em dezembro de 2025
O valor de 35,9 °C foi medido em uma estação de referência nacional, o Mirante de Santana, o que reforça sua importância para estudos climáticos.
Os registros no local começaram em 1943, permitindo comparar o episódio com décadas anteriores.
De acordo com o Inmet, essa foi a maior temperatura máxima já observada em um dia de dezembro em mais de 60 anos na capital paulista.
O recorde anterior era de 35,6 °C, em 3 de dezembro de 1961, agora superado pela marca de 2025.

Como o recorde de calor de 2025 se compara a outros anos
Ao longo de 2025, a expressão recorde de calor em São Paulo se tornou recorrente, com sucessivas marcas acima da média.
Antes de dezembro, a maior temperatura do ano havia sido 35,1 °C, registrada em outubro pelo Inmet.
Climatologistas analisam esses eventos em conjunto com séries históricas de temperatura, chuva e umidade para verificar se há tendência de elevação gradual das máximas.
A sequência de dias quentes na transição da primavera para o verão indica um padrão de calor mais persistente.
O que é uma onda de calor e por que afeta São Paulo
O calor intenso de dezembro foi associado a uma onda de calor, caracterizada por vários dias seguidos com temperaturas muito acima da média histórica.
No Sudeste, esse fenômeno costuma estar ligado à atuação de uma forte massa de ar quente que inibe a formação de nuvens mais densas.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), uma massa de ar quente e úmida predominou sobre a região, mantendo as temperaturas elevadas e o ar abafado.
Mesmo com chuvas rápidas no fim da tarde, não houve resfriamento significativo.
Quais fatores globais e urbanos influenciam o calor extremo
Pesquisadores relacionam o aumento de recordes de calor em capitais brasileiras a mudanças climáticas globais e à urbanização intensa.
Em São Paulo, o avanço de áreas asfaltadas, o adensamento de construções e a perda de cobertura vegetal intensificam o efeito de ilha de calor.

Nesse contexto, órgãos de pesquisa e meteorologia recomendam observar não apenas eventos isolados, mas também tendências de longo prazo.
Para isso, alguns pontos de monitoramento são considerados fundamentais.
- Comparar dados atuais com registros desde 1943 no Mirante de Santana;
- Acompanhar a sequência de dias com temperaturas acima da média;
- Avaliar a influência de massas de ar, variabilidade climática e El Niño;
- Integrar informações de temperatura, chuva e umidade em séries históricas.
Como o recorde de calor impacta a população de São Paulo
A marca de 35,9 °C em dezembro de 2025 afetou deslocamentos, atividades ao ar livre e a rotina de trabalho, aumentando a demanda por ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
Órgãos públicos reforçaram orientações de hidratação e evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes.
Em cenários de calor extremo, cresce a atenção a grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
A divulgação rápida de alertas por institutos meteorológicos e centros de emergência climática ajuda na adoção de medidas preventivas pela população e pelos serviços urbanos.
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