Roberto Reis na Crusoé: O voto do cansaço
Existe um grupo que não necessariamente considera o governo uma tragédia, mas entende que já chega
A maior força eleitoral do Brasil não tem nome. Tem um termo, um alvo.
Não é o presidente Lula nem seu concorrente Flávio.
Muito menos alguma terceira via.
Essa força é bem conhecida por nós e se chama antipetismo.
Está de volta, mais forte do que nunca.
É o cansaço de um modelo político bem conhecido pelos brasileiros.
O antipetismo pode trocar de adversário, de época e até de intensidade. Pode passar meses desorganizado, dividido e aparentemente adormecido.
Mas nunca desaparece. Ele está ali presente. Em algum momento da eleição, geralmente quando o eleitor percebe quem reúne condições reais de derrotar o PT, ele desperta, escolhe um instrumento e se concentra.
Ele não precisa de um bom hospedeiro para se instalar. Precisa de qualquer um que possa derrotar Lula.
O lulismo tem um líder, mas encontra um teto baixo. O antipetismo não tem um líder definido, mas conserva um reservatório eleitoral gigantesco.
Essa talvez seja a melhor maneira de interpretar a nova pesquisa Genial/Quaest.
A fotografia mostra Lula na liderança, com 39%, contra 30% de Flávio Bolsonaro. É uma vantagem importante e mantém o presidente como favorito neste momento. Ignorar isso seria desonestidade intelectual.
Mas uma eleição não se compreende de forma tão simples assim.
Desde dezembro, Lula oscila entre 36% e 40%. Não despenca, mas também não consegue crescer. Sobrevive dentro de uma faixa estreita, sustentado por um eleitorado conhecido, fiel e praticamente consolidado.
Do outro lado, tudo se movimenta…
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Comentários (1)
Pedro Boer
08.08.2026 16:52Quem votar no 1⁰ turno no Caiado, no Zema, no Santos ou no Bolsonaro; no 2⁰ turno é ANTIPETÊ dentro da margem de erro 01% pra mais ou pra menos.