Retrospectiva: o dia em que um pavilhão da COP30 pegou fogo
Labaredas atingiram o teto da Blue Zone, a área das negociações oficiais. Houve muita fumaça no local
Um incêndio atingiu em 20 de novembro a área de pavilhões da COP30, em Belém.
Labaredas atingiram o teto da Blue Zone, a área das negociações oficiais. Houve muita fumaça no local.
A jornalistas, o então ministro Celso Sabino, do Turismo, afirmou não haver feridos.
“Ninguém ferido. O incêndio está contido. Os materiais que forram esse pavilhão são antichamas.”
Segundo o ministro, o fogo começou próximo ao estande da China.
“Além de estar quase em frente a um grande batalhão do Corpo de Bombeiros, nós estamos com um grande esquema de contingência aqui, para qualquer eventualidade. Os bombeiros civis e militares prontamente entraram em ação. Já está contido o evento. É procedimento padrão evacuar uma área. Nós estamos aqui com milhares de pessoas participando desse evento”, acrescentou.
O governador do Pará, Helder Barbalho, confirmou na época que o incêndio foi controlado em instantes.
“O incêndio na zona azul da COP30 está controlado! As equipes agiram rapidamente para evacuar a área e o Corpo de Bombeiros do Pará está trabalhando no rescaldo do fogo. A brigada foi acionada pela ONU, responsável pela gestão do espaço durante a conferência.”
Quem estava na Blue Zone recebeu ordens da segurança para deixar o local.
Falhas na estrutura da COP30
A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do braço da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), exigiu que o Brasil desenvolvesse um plano para lidar com sérias falhas de segurança e condições estruturais inadequadas na COP30, sediada em Belém. Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, enviou uma carta ao governo federal detalhando as vulnerabilidades críticas identificadas no local do evento.
O documento apontou uma série de deficiências, como portas sem mecanismos de proteção, efetivo de segurança insuficiente e a ausência de garantia de que autoridades estaduais e federais responderão a incidentes de invasão. A estrutura de segurança no local, pela qual o governo brasileiro é responsável, tem gerado apreensão.
O secretário-executivo criticou as autoridades brasileiras por uma falha de segurança ocorrida em uma terça-feira à noite, quando ativistas invadiram a área da conferência. Cerca de 150 manifestantes acessaram o espaço, danificando propriedades e ferindo agentes de segurança.
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