Quais as desvantagens na construção de obra com tijolo ecológico?
Veja os erros mais comuns e como evitar retrabalho na sua obra
Construir com tijolo ecológico parece, à primeira vista, uma solução prática, bonita e sustentável. Porém, em obras com laje, sobrado e paredes aparentes, a experiência real mostra que o sistema exige planejamento rigoroso, mão de obra treinada e atenção redobrada aos detalhes para evitar retrabalho, custos extras e frustrações no acabamento final.
Quais são os principais desafios de mão de obra com tijolo ecológico?
Encontrar profissionais que dominem o tijolo ecológico é uma das maiores dificuldades. Mesmo na alvenaria comum, ainda é complicado manter prumo, nível e alinhamento; quando a parede é estrutural e aparente, qualquer erro fica exposto.
Cada fiada precisa ser quase milimétrica, com checagem constante de ferro, graute, altura, esquadro e encaixe. Isso desacelera o ritmo, aumenta o acompanhamento necessário e costuma gerar estranhamento em equipes acostumadas a “corrigir no reboco”.
Quais são as principais desvantagens de qualidade e acabamento?
Quem escolhe tijolo ecológico geralmente quer paredes aparentes bonitas e bem alinhadas. Para isso, é preciso seleção rigorosa das peças: tijolos rachados, quebrados ou lascados comprometem o visual e só podem ser usados em áreas escondidas.
Outra complicação é a concretagem da laje, que pode manchar os blocos aparentes. Concretos de alta resistência aderem com força ao tijolo, e a limpeza posterior pode exigir produtos agressivos ou revestimentos extras, contrariando a proposta de manter o tijolo exposto.
Confira o vídeo do canal Canal Polivalência com detalhes do assentamento do tijolo e desvantagens:
Quando a obra com laje e tijolo ecológico vale a pena financeiramente?
Muita gente procura o tijolo ecológico em busca de economia, mas em projetos com laje convencional, grandes vãos, pilares robustos e vigas pesadas, o custo se aproxima da alvenaria tradicional. O sistema é mais vantajoso quando o projeto já nasce pensado para paredes portantes, vãos menores e menos vigas independentes.
Em sobrados, a fundação precisa ser reforçada, pois o tijolo ecológico é pesado e concentra carga nas paredes. O transporte manual dos blocos para pavimentos superiores também exige logística cuidadosa para não sobrecarregar a estrutura nem a equipe.
Por que o planejamento das instalações é tão importante nesse sistema construtivo?
Como a alvenaria é estrutural e, muitas vezes, aparente, não dá para abrir rasgos aleatórios para tubulações depois. O traçado de água, esgoto, energia, dados, gás, ar-condicionado e exaustão deve ser definido antecipadamente, aproveitando os furos dos blocos.
Para organizar essa etapa sem erros caros, é comum montar um roteiro detalhado das instalações, prevendo, por exemplo:
Pontos de tomadas e comunicação
Definição de tomadas, interruptores e pontos de internet e TV em cada ambiente.
Tubulações e drenos
Planejamento da passagem de água, esgoto, gás e drenos de ar-condicionado.
Energia e dutos
Pontos elétricos e dutos para climatização, exaustores, coifas e aquecedores.
Expansões planejadas
Previsão de caminhos para ampliações futuras, como quadro elétrico e novos equipamentos.
Como o clima e o projeto influenciam o conforto térmico do tijolo ecológico?
O tijolo ecológico tende a ter desempenho térmico melhor que blocos comuns, mas não garante conforto o ano todo. Ambientes muito expostos, com laje bloqueando os furos verticais, podem ficar frios no inverno e quentes no verão, enquanto áreas mais internas costumam ser mais estáveis.
Em regiões de clima extremo ou litorâneo, é essencial considerar sombreamento, ventilação cruzada, possíveis sistemas de calefação e climatização integrados aos blocos, além de impermeabilização bem executada para proteger contra umidade e salinidade.
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