Retrospectiva: o dia em que a Câmara do Rio aprovou o “Dia da Cegonha Reborn”
A proposta, de autoria do vereador Vitor Hugo, passou em segunda discussão. Mas, ao seguir para o prefeito Eduardo Paes, foi barrada
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou em 7 de maio um projeto de lei que institui o Dia da “Cegonha Reborn”, uma homenagem às artesãs responsáveis por confeccionar os chamados bebês reborn – bonecos hiper-realistas de recém-nascidos, conhecidos por sua semelhança impressionante com bebês reais.
A proposta, de autoria do vereador Vitor Hugo (MDB), passou em segunda discussão. Mas, ao seguir para o prefeito Eduardo Paes (PSD), foi barrada.
O projeto de lei destacava o trabalho dessas artesãs, conhecidas como “cegonhas”, que produzem os bonecos utilizando fotografias ou descrições de bebês reais.
O texto também ressaltava o uso dos bebês reborn como ferramenta terapêutica em casos de luto parental, traumas e como forma de companhia emocional.
Segundo o texto aprovado, alguns psicólogos relatam o uso dos bonecos em contextos clínicos, especialmente em processos de recomposição emocional após a perda de um recém-nascido.
A data escolhida para o Dia da Cegonha Reborn foi 4 de setembro, em referência a um encontro realizado em 2022 na Estrada do Portela, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde mulheres ligadas ao universo reborn se reuniram para trocar experiências e promover a atividade.
O grupo “Cegonha Reborn”, citado no projeto, se organizou a partir desse encontro e hoje reúne artesãs e entusiastas que lutam pelo reconhecimento da prática.
A festa, no entanto, durou pouco.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), vetou o projeto de lei aprovado pela Câmara do Rio de Janeiro . O ato foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, 2.
Pelas redes sociais, Paes afirmou basicamente o seguinte: “Com todo respeito aos interessados mas não dá….”
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