Bolsonaro cancela entrevista alegando “questões de saúde”
“Informo que não concederei entrevista nesta data, por questões de saúde”, diz mensagem escrita de próprio punho pelo ex-presidente
Jair Bolsonaro não concederá mais entrevista nesta terça-feira, 23.
O ex-presidente tinha escolhido Paulo Cappelli, colunista do portal Metrópoles, para falar de dentro da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas alegou “questões de saúde” ao dizer, em bilhete escrito de próprio punho, que não concederá a entrevista.
“Informo que não concederei entrevista nesta data, por questões de saúde”, diz a mensagem de Bolsonaro, enviada ao colunista que faria a entrevista.
A conversa seria gravada para ir ao ar às 13h desta terça e teria duração de uma hora.
Cirurgia
Os médicos de Bolsonaro informaram no domingo, 21, que o ex-presidente será submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral.
A decisão veio após exames clínicos e de imagem confirmarem o problema, segundo nota assinada pelo cirurgião geral Claudio Birolini e pelo cardiologista Leandro Echenique.
De acordo com a equipe médica, os exames mostraram a projeção de parte do intestino para fora da parede abdominal durante a manobra de Valsalva, que aumenta a pressão interna do abdômen.
“Diante dos achados clínicos e de imagem, ele será submetido ao tratamento cirúrgico denominado herniorrafia inguinal bilateral”, diz a nota divulgada pelos médicos.
Silêncio
Bolsonaro não fala em público desde agosto, quando lhe foi imposta prisão domiciliar.
Ao decretar a prisão em 4 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse que o ex-presidente usou as redes sociais – e de seus aliados – para publicizar mensagens com o intuito de atacar o STF e apoiar atos de “intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
Na visão de Moraes, ao apoiar manifestações de rua, Bolsonaro descumpriu medidas cautelares determinadas pelo magistrado.
Hoje, Bolsonaro já cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Antes mesmo de começa a cumprir a pena, contudo, o ex-presidente já tinha sido preso na Superintendência da PF, sob alegação de risco de fuga.
A defesa de Bolsonaro tenta, agora, sensibilizar Moraes para conseguir o direito a prisão domiciliar humanitária, por motivo de saúde.
Leia mais: As justificativas de Moraes para negar domiciliar a Bolsonaro
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)