Relator de CPMI do INSS pede a convocação do filho do Lula
Fábio Luís Lula da Silva é apontado como beneficiário do esquema de roubo de aposentadorias e pensões; Weverton Rocha também é alvo
O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), pediu a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, para explicar suspeitas de que ele foi beneficiado com uma mesada de 300 mil reais por meio de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Gaspar também pediu a convocação do senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 19, suspeito de ser um dos principais integrantes do tentáculo político da organização criminosa. Outros pedidos de convocação foram de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor de Weverton; Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário do INSS; da empresária Roberta Luchsinger e de Danielle Fonteles.
Na justificativa, sobre o pedido de convocação de Lulinha, Gaspar cita reportagem publicada pelo site Metrópoles em 4 de dezembro de 2025, que relata o depoimento de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, à Polícia Federal. Foi neste depoimento que Edson claro cita a mesada ao filho do Lula.
O requerimento também menciona que Fábio Luís teria se mudado para Madri, na Espanha, em meados de 2025, período que coincidiria com a intensificação das investigações sobre o esquema de fraudes em benefícios previdenciários analisado pela CPMI. Documentos obtidos pela CPMI apontam que Lulinha viajou, no ano passado, ao lado do Careca do INSS.
Além disso, o relator cita decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito de uma nova fase da Operação Sem Desconto. Na decisão, Mendonça autorizou prisões preventivas e outras medidas cautelares contra investigados, entre eles Roberta Luchsinger, apontada no requerimento como amiga pessoal de Fábio Luís Lula da Silva. A suspeita da CPMI é que Roberta tenha mediado acordos entre o Careca do INSS com o governo federal por meio do filho de Lula.
Na justificativa sobre o pedido de convocação de Weverton Rocha, o relator afirma que o nome do parlamentar surgiu em apurações relacionadas à Operação Sem Desconto. O requerimento menciona que o senador recebeu em seu gabinete e em sua residência o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema, além de ter compartilhado voos com ele. Para o relator, a CPMI precisa esclarecer a natureza desses contatos e eventuais relações com dirigentes de entidades sob investigação.
O texto também sustenta que a convocação é relevante para apurar a influência política exercida em favor das entidades envolvidas nas fraudes, tanto no Congresso Nacional quanto junto ao Ministério da Previdência Social e ao INSS. O documento cita a indicação de quadros ligados ao senador para cargos estratégicos, como o ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis e o ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal.
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Comentários (1)
Rosa
19.12.2025 11:07Sem chance......