Relator da CPMI do INSS decide não visitar Bolsonaro após Moraes autorizar
Segundo o parlamentar, a decisão tem o objetivo de evitar questionamentos ou ilação quanto à sua participação na comissão
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 23, para comunicá-lo que não vai visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima quarta-feira, 29. Segundo o parlamentar, a decisão tem o objetivo de evitar questionamentos ou ilação quanto à sua participação na Comissão Paramentar Mista de Inquérito.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, em Brasília. A defesa havia solicitado a Moraes autorização para o ex-presidente receber visitas de Gaspar e outras três pessoas: o ministro Jorge Antonio de Oliveira Francisco, do Tribunal de Contas da União (TCU); o ex-deputado federal Robson Lemos Rodovalho; e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O magistrado deferiu a autorização nesta quinta.
No caso de Gaspar, a visita poderá ser realizada no dia 29 de outubro, no período de 9h às 18h. “Ao cumprimentá-lo cordialmente, venho informar a Vossa Excelência da impossibilidade de comparecer à visita institucional agendada para 29 de outubro de 2025”, diz o deputado no ofício enviado a Moraes após o deferimento da autorização.
“Como é público, a CPMI do INSS foi instalada em 20 de agosto de 2025, ocasião em que fui designado pelo Senador Carlos Viana, Presidente da CPMI, para a honrosa função de Relator. Sendo assim, e visando evitar qualquer questionamento ou ilação quanto à minha atuação na CPMI do INSS, informo que, concluídos os trabalhos da Comissão, solicitarei novamente, por intermédio do advogado de defesa do Senhor Jair Messias Bolsonaro, o agendamento da visita”, complementa.
Moraes barrou visita de Valdemar
A decisão foi tomada um dia após a Primeira Turma do STF determinar a reabertura da investigação contra Valdemar por suposta participação na tentativa de golpe de Estado de 2022.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para um “diálogo direto” do ex-presidente com o dirigente, em 29 de outubro, alegando questões de agenda e coordenação partidária.
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