STF reabre investigação sobre trama golpista envolvendo Valdemar Costa Neto
Por 4 votos a 1, o colegiado acolheu proposta do relator, ministro Alexandre de Moraes
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira. 21, determinar a reabertura da investigação sobre a trama golpista que envolve o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dirigente do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por 4 votos a 1, o colegiado acolheu proposta do relator, ministro Alexandre de Moraes, durante o julgamento que condenou réus do chamado Núcleo 4 da trama golpista — grupo acusado de disseminar desinformação contra as urnas eletrônicas.
Com a decisão, a investigação será retomada para apurar os crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Valdemar havia sido indiciado pela Polícia Federal no ano passado, no inquérito que apura o plano para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, não apresentou denúncia contra ele em nenhum dos quatro núcleos de acusados.
Mais cedo, Moraes defendeu a reabertura da apuração durante a sessão que condenou Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal (IVL).
O IVL foi contratado pelo PL para produzir estudos que embasaram a ação em que o partido contestou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o resultado do primeiro turno das eleições de 2022. O documento usou informações falsas para sugerir fraude na votação eletrônica.
Valdemar e as eleições
Em 2022, o presidente do PL entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na qual solicitava a anulação de parte dos votos da eleição.
Segundo a PF, a sigla foi usada para “para financiar a estrutura de apoio as narrativas que alegavam supostas fraudes às urnas eletrônicas, de modo a legitimar as manifestações que ocorriam em frentes as instalações militares”.
Além disso, o relatório indicou que, em 22 de novembro de 2022, Valdemar era o “principal fiador dos questionamentos” feitos pela coligação formada pelo PL, Republicanos e Progressistas.
A PF apontou que Valdemar tinha a função de “financiar, divulgar perante a imprensa e endossar a ação judicial que corroborava a atuação da rede de ‘especialistas’ que subsidiaram ‘estudos técnicos’ que comprovariam supostas fraudes nas eleições presidenciais de 2022”.
Leia mais: Moraes vota para condenar réus do “núcleo 4” da trama golpista
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Comentários (2)
Rafael Tomasco
22.10.2025 14:00Que volte pra cadeia, de onde NUNCA deveria ter saído, assim como seu amiguinho Zé Dirceu
Mariade
22.10.2025 08:51Estão percebendo onde o rei do brazil quer chegar? Ah, mas o wcn, ele é do PL. Ah, mas com o PL pode fazer o que quiser...