PT deveria ter assinado CPI do Banco Master, diz Edinho Silva
Requerimento reúne assinaturas, mas leitura segue travada no Congresso
O presidente do PT, Edinho Silva (foto), disse ver como um “erro” o fato de parlamentares de seu partido não terem assinado o requerimento para a criação da CPI do Banco Master. Segundo ele, a legenda deveria aproveitar o momento para assumir “protagonismo” diante das denúncias.
Em entrevista ao Estadão, ele afirmou:
“Acho que foi um erro. O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. O PT deveria ter liderado a criação da CPMI do INSS. O presidente Lula defendeu isso para as lideranças do PT o tempo todo. Foi um erro que o PT cometeu, porque a gente tem uma concepção, e de todo não está errado, que as comissões de inquérito paralisam o Congresso, impedem a aprovação dos projetos. Portanto, elas paralisam o governo também. Mas é evidente que, diante da gravidade das denúncias, as bancadas deveriam ter liderado a formação das comissões de investigação.”
O requerimento da CPI mista foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e reuniu 281 assinaturas. A proposta prevê apurar possíveis relações entre integrantes do Judiciário e o banco.
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) tenta abrir uma CPI na Câmara com foco em operações do banco com o BRB. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) recorreu ao Supremo Tribunal Federal para obrigar a leitura de pedido semelhante no Senado, ainda sem decisão.
Leia mais: Kataguiri aciona STF para exigir instalação de CPMI do Banco Master
Alcolumbre deve segurar CPI
Como mostramos, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou de fora da pauta a leitura do requerimento que permitiria a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Sem esse passo formal, a comissão não sai do papel.
Segundo a Folha, Alcolumbre acertou com a oposição um acordo para evitar contestação à decisão, esvaziando o risco de embate em plenário.
A negociação, ainda de acordo com o jornal paulistano, envolveu o relator da proposta, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e lideranças da oposição. O movimento buscou blindar a votação da dosimetria de temas capazes de travar a sessão, como a pressão pela CPI do Master.Nos bastidores, a avaliação é de que a comissão pode ampliar o desgaste político.
O caso envolve o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, que manteve interlocução com diferentes setores da classe política.
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Comentários (2)
Marian
02.05.2026 14:09Sei
Não precisamos perguntar muito sobre o porquê da Esquerda não assinar, não ?