Primeiro episódio de calor extremo de verão de 40ºC já tem data para chegar
O calor extremo chega com temperaturas muito acima da média histórica já no início do verão.
Os gaúchos devem se preparar para os primeiros dias de uma onda de calor extremo no verão em meadas dessa semana, “calorão” que está está associado à chegada de uma massa de ar muito quente sobre o estado.
Isso significa que em várias localidades do Rio Grande do Sul terão tardes sucessivas de temperaturas elevadas, próximas ou acima dos 40ºC em algumas áreas, especialmente no interior.
Com informações da MetSul Meteorologia
Quando ocorre a primeira onda de calor de 40ºC no RS
A onda de calor extremo no Rio Grande do Sul chega com temperaturas muito acima da média histórica já no início do verão.
As máximas começam em torno de 30ºC a 33ºC no Centro, Oeste e Noroeste e avançam rapidamente para 32ºC a 35ºC em grande parte do território.
Entre sexta-feira e sábado, os modelos meteorológicos apontam o auge da onda de calor, com valores entre 35ºC e 38ºC em muitos municípios.
Há possibilidade de marcas de 38ºC a 40ºC no Noroeste, Oeste, Centro, Vales, Campanha e Grande Porto Alegre, e em pontos isolados a temperatura pode ultrapassar 40ºC.
Quais regiões do Rio Grande do Sul serão mais afetadas pelo calor
A distribuição do calor excessivo no RS não será homogênea, e algumas áreas aparecem de forma recorrente como mais vulneráveis nas projeções dos modelos.
No Sul e no Leste, o calor tende a diminuir um pouco no domingo, mas o Oeste, Noroeste e parte do Centro ainda podem ter tardes entre 35ºC e 40ºC.
Para entender melhor as diferenças regionais, é importante destacar as áreas com maior propensão a registrar temperaturas extremas e sensação de abafamento mais intensa ao longo desse evento de calor:
- Noroeste do estado: costuma registrar algumas das maiores marcas de temperatura, com forte aquecimento à tarde.
- Oeste e Centro: áreas de grande continentalidade, com menor influência direta da umidade marítima.
- Campanha e Vales: regiões suscetíveis a tardes muito quentes, especialmente em dias com vento fraco e céu aberto.
- Grande Porto Alegre: combinação de urbanização, pouca ventilação em certos bairros e forte radiação solar intensifica a sensação de calor.

Qual é a influência do La Niña no risco da onda de calor extremo no RS
O fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, altera a circulação atmosférica em escala global e afeta o clima do Sul do Brasil. Em anos de La Niña, o Rio Grande do Sul tende a registrar menos chuva e maior frequência de ar seco durante o verão.
Esse padrão favorece a ocorrência de ondas de calor mais intensas e duradouras, com maior probabilidade de temperaturas acima da média.
A combinação de solo mais seco, forte insolação e atuação de sistemas de alta pressão também aumenta o risco de estiagem, com impactos na agricultura, no abastecimento de água e na qualidade do ar.
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Como a população pode se adaptar a onda de calor extremo de forma prática
Diante de uma sequência de dias com calor muito forte, medidas simples podem reduzir riscos à saúde e ao bem-estar, sobretudo para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
A adoção de hábitos adequados no dia a dia ajuda a diminuir a sobrecarga térmica sobre o corpo e prevenir casos de mal-estar e exaustão pelo calor.
Com a previsão indicando máximas próximas ou acima de 40ºC em partes do estado, recomenda-se seguir algumas orientações básicas de autocuidado e organização da rotina para atravessar o período de calor extremo com mais segurança e conforto.
- Priorizar a hidratação regular, com consumo frequente de água ao longo do dia.
- Evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior aquecimento, entre o fim da manhã e o meio da tarde.
- Manter ambientes bem ventilados, com circulação de ar e, quando possível, uso de ventiladores ou climatizadores.
- Optar por roupas leves, de tecidos claros e respiráveis.
- Reduzir atividades físicas intensas nos períodos de pico de temperatura.
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