Presidente da CPMI do INSS celebra prisão de Stefanutto: “Grande dia”
Prisão do ex-presidente do INSS foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), celebrou a nova fase da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que resultou na prisão do ex-presidente do instituto Alessandro Stefanutto.
“GRANDE DIA, GRANDE DIA.
A PF confirmou hoje o que denunciamos desde o primeiro dia da CPMI: existe um esquema nacional que roubou aposentados e pensionistas em 17 estados.
Se a ordem veio do ministro André Mendonça, parabéns. Era mais que necessário.
E aviso: isso é só o começo. Tem muita gente que ainda vai ser presa. Tem muita estrutura pública que vai cair. Tem muita verdade que vai aparecer.
A CPMI não vai recuar. O Brasil cansou de ver viúvas, órfãos e idosos sendo saqueados na luz do dia.
Hoje foi um grande dia. E os próximos serão ainda maiores”, escreveu o senador no X.
A prisão de Stefanutto
O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira, 13, durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões.
A determinação foi do ministro André Mendonça, do STF. Na visão de Mendonça, Stefanutto poderia embaraçar as investigações em curso.
De acordo com a PF, nesta nova fase da Sem Desconto, a ação cumpre 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e diversas medidas cautelares em 15 estados — Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins —, além do Distrito Federal.
As investigações apontam a atuação de organizações criminosas que, por meio da inserção de dados falsos em sistemas oficiais, realizavam descontos indevidos nas aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS, sem consentimento dos titulares. O grupo é suspeito ainda de estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação de patrimônio.
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