Presidente da CBPA silencia sobre tentativa de inclusão de mortos em descontos
Abraão Lincoln prestou depoimento à CPMI do INSS; relator disse que CBPA tentou colocar 40 mil mortos em descontos associativos
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), confrontou o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln da Cruz, nesta segunda-feira, 3, com uma informação da Controladoria-Geral da União (CGU) de que a entidade tentou incluir mortos em descontos associativos. Abraão prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, do Congresso.
Ele usou o direito de permanecer em silêncio em perguntas que possam levar à sua autoincriminação e não respondeu a questionamentos do relator sobre essa inclusão de mortos.
“O senhor é recordista como presidente da CBPA de tentativa de inclusão de pessoas mortas em descontos associativos. Ninguém chegou nem perto. Mais de 40 mil mortos [40.054 no período de 2023 a 2024] tiveram seu cadastro como tentativa de inclusão em desconto associativo“, iniciou Gaspar.
“Essa é uma informação da CGU com Dataprev e INSS. Vocês tentaram colocar 40 mil mortos em descontos associativos. Eu pergunto: de quem é a responsabilidade dessa falcatrua? É do presidente da CPBA ou a quem o senhor delegou poderes para fazer isso?”, falou o relator. Em 2023, Abraão já era presidente da entidade.
“Eu permaneço em silêncio”, respondeu o depoente. “Parabéns”, brincou Gaspar, na sequência.
Reuniões no Planalto
Em outro momento do depoimento, Gaspar quis saber de Abraão com quem ele se reuniu no Palácio do Planalto nos dias 1º de julho e 19 de agosto de 2025. Segundo o depoente, nas duas ocasiões, tratou da Medida Provisória (MP) que tributava investimentos, que já caducou, com a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Ele detalhou que o segmento da pesca tinha reivindicações sobre o seguro-defeso na MP.
Além disso, disse que alguns parlamentares da bancada da pesca participaram da primeira reunião, mas que não se lembra dos nomes.
“Senhor presidente [da CPMI], eu queria deixar registrado esse primeiro ponto aí que eu perguntei ao depoente, nada que o incrimina, quem eram os parlamentares que estavam lá no momento que eles se encontravam. Está ocultando a verdade“, pontuou Gaspar.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
03.11.2025 20:01A eleição de um corrupto “descondenado” liberou geral a roubalheira.