Por que Lula não quer ir ao primeiro debate
Convites a Romeu Zema e Renan Santos teriam irritado o petista
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, teria decidido não comparecer ao primeiro debate presidencial, promovido pela Band no próximo domingo, 23, em razão dos convites feitos ao ex-governador Romeu Zema (Novo) e a Renan Santos (Missão), segundo o Estadão.
A legislação eleitoral não obriga a emissora a convidar os dois candidatos.
Pelas regras, é obrigatório convidar para o debate os candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional. O cálculo considera os parlamentares eleitos em 2022, e a migração de deputados e senadores durante a janela eleitoral é desconsiderada.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) também pode ficar de fora do debate.
“Vou aonde o Lula estiver”
Em 11 de agosto, Flávio afirmou que só irá aos debates caso o presidente Lula (PT) também esteja presente.
A declaração foi dada em uma coletiva no QG de campanha do candidato, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
“Já foi falado. Eu vou aonde o Lula estiver. Quem deve explicações ao Brasil é o Lula e meu debate é com ele e meus questionamentos são para ele”, disse.
Lulômetro
A avaliação de Lula no Lulômetro, índice medido pela Realtime Big Data e por O Antagonista, caiu abaixo de 30% na segunda-feira, 17.
Em tendência de queda, as avaliações “ótimo” e “bom” recuaram para 29%.
Os que consideram o petista “regular” são 33%.
A avaliação do presidente Lula (PT, foto) no Lulômetro, índice medido pela Realtime Big Data e por O Antagonista, caiu abaixo de 30% nesta segunda-feira, 17.
Em tendência de queda, as avaliações “ótimo” e “bom” recuaram para 29%.
Os que consideram o petista “regular” são 33%.
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As avaliações “ruim” e “péssimo” são 36%.
Tendência de queda
A mudança na tendência do rumo da aprovação de Lula começou no período de defeso eleitoral.
Desde 4 de julho, os candidatos à reeleição estão proibidos de usufruir de publicidade institucional ou participar de inaugurações de obras durante o defeso, que vai até 25 de outubro, ao fim da eleição.
O governo Lula chegou a apagar conteúdos das Agência e TV Brasil com medo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que atua como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição deste ano.
Lulinha
A virada na tendência do Lulômetro também coincide com a abertura de três inquéritos sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, por suspeitas de tráfico de influência.
Numa das investigações apareceu o nome de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o famigerado Marcola, ex-assessor de Lula, que admitiu ter recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, mais conhecida como “amiga de Lulinha”.
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