Dino autoriza nova investigação sobre Lulinha
Filho de Lula será investigado por suposto tráfico de influência no governo federal
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira, 4, a Polícia Federal a iniciar uma terceira investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
O inquérito é referente à suspeita de tráfico de influência do filho de Lula no governo federal em favor de empresas parceiras.
Lulinha já era alvo de outras duas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal.
Flávio Dino também determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas dos inquéritos relacionados a Lulinha.
Inquéritos sobre Lulinha
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou na quinta-feira, 30, a Polícia Federal a investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência.
A PF busca apurar se Lulinha interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal, com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.
Na sexta, 31, Mendonça autorizou a PF a investigar se o filho do presidente Lula favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, especialmente os ligados ao INSS.
Essa segunda apuração envolve o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It.
De acordo com a PF, ele teria pago ao menos uma viagem para Lulinha em troca de supostos favores no governo.
Oliveira também é ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado pela PF como um dos principais envolvidos no esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
PF x Mendonça
A Polícia Federal (PF) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo Lula (PT), para encontrar um remédio judicial contra o aumento de controle do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na investigação sobre as fraudes nos descontos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
As investigações do caso, que ocorrem no âmbito da Operação Sem Desconto, envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Relator do caso, o magistrado determinou à PF que todos os atos da investigação sobre o INSS sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
Ele também ordenou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicada ao seu gabinete.
Segundo a Folha de S.Paulo, a cúpula da PF vê as medidas adotadas por Mendonça como uma intromissão.
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