PM prende 34 foragidos em Operação Muralha Paulista
Ação deflagrada nesta terça usa reconhecimento facial e leitura de placas para localizar suspeitos em todo o estado
A Polícia Militar do Estado de São Paulo deteve 34 pessoas com mandados de prisão em aberto na manhã desta terça-feira, 28, durante a primeira fase de uma operação simultânea nos 645 municípios paulistas.
A ação, batizada de Muralha Paulista I, combinou rastreamento eletrônico em tempo real com policiamento ostensivo para a execução dos mandados — e registrou 18 capturas nos primeiros 30 minutos de execução.
Perfil dos detidos
O maior grupo de presos responde por inadimplência de pensão alimentícia: 18 dos 34 capturados. Os demais foram detidos por crimes de agressão (4), tráfico de drogas (3), estupro de vulnerável (3), além de mandados relacionados a homicídio, porte ilegal de arma de fogo, furto, estelionato e roubo. A operação ainda registrou dois flagrantes: um por tráfico e outro por receptação.
Sistema integrado orienta patrulhas
A base tecnológica da operação é o sistema Muralha Paulista, plataforma que interliga câmeras e sensores urbanos a bancos de dados criminais. O sistema emite alertas automáticos para os Centros de Operações da PM (Copom) ao identificar, por reconhecimento facial ou leitura de placas, indivíduos procurados ou veículos com restrição.
O coordenador operacional da Polícia Militar, coronel Carlos Lucena, explicou a dinâmica da ação: “Só para se ter uma ideia, em 30 minutos de operação, foram 18 recapturados pela Polícia Militar, ou seja, tecnologia, ação de presença e pronta resposta em prol de toda a população do estado de São Paulo, disparando os alertas para as patrulhas, os ativos operacionais agirem em defesa da sociedade”.
Participaram da operação equipes da Força Tática, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), da Rocam, do Radiopatrulhamento, do Policiamento de Trânsito e do Batalhão de Choque, todos coordenados pelas Salas de Monitoramento.
Integração como estratégia
O secretário-executivo da Segurança Pública, Henguel Ricardo Pereira, descreveu o modelo adotado: “A Operação Muralha Paulista demonstra a importância da integração entre tecnologia e ação policial. O uso de inteligência e monitoramento em tempo real permite respostas mais rápidas e eficazes, ampliando a capacidade de localizar foragidos e combater diferentes modalidades criminosas em todo o estado”.
A operação não informou prazo de encerramento nem se há previsão de novas fases.
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