PL vai contestar recesso de julho mantido por Motta e Alcolumbre
Presidentes da Câmara e do Senado anunciaram que o recesso está mantido, apesar da pressão de aliados de Jair Bolsonaro
O Partido Liberal (PL) vai contestar a decisão das presidências da Câmara e do Senado de manter o recesso parlamentar de julho. A informação foi confirmada neste domingo, 20, pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que participou de uma caminhada pró-Bolsonaro em Brasília.
“A Câmara e o Senado têm muito o que fazer, e a gente precisa voltar a trabalhar (…) Pretendemos recorrer dessa decisão (recesso) e tentar sensibilizar os demais diante do que está acontecendo”, disse Kicis após o ato.
Na sexta-feira, como mostramos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciaram que o recesso de julho está mantido, apesar da pressão de aliados de Jair Bolsonaro. Os dois afirmaram que não haverá sessões deliberativas nem reuniões de comissões até o retorno oficial das atividades, previsto para 4 de agosto.
Alcolumbre disse, em nota, que o recesso está mantido conforme calendário legislativo. Motta informou que a pausa será aproveitada para reformas estruturais e testes no sistema de votação da Câmara.
O recesso parlamentar de julho, no entanto, não é formal, pois a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ainda não foi votada — o que, segundo a Constituição, é pré-requisito para a suspensão dos trabalhos.
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Comissão vota moção de apoio a Bolsonaro
Apesar disso, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Paulo Bilynskyj (PL-SP), afirmou que a comissão se reunirá nesta terça-feira, 22, para votar uma moção de apoio a Bolsonaro.
“Alcolumbre é presidente do Senado, sou presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara. Isso aí é problema dele”, afirmou.
“Eu vou fazer na Comissão de Segurança Pública, terça-feira, 10 horas da manhã. Já está convocado.”
Ele argumenta que o recesso não é oficial.
“Não está em recesso, não foi votada a LDO. É um recesso do tipo assim: ‘ó, todo mundo combinou que não vai’”, disse.
Na sexta-feira, 18, Bolsonaro foi alvo de uma nova operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O ex-presidente teve o passaporte apreendido e passou a usar tornozeleira eletrônica. A decisão provocou reação imediata da bancada bolsonarista, que se mobilizou para tentar retomar as atividades no Congresso.
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Comentários (2)
Um_velho_na_janela
20.07.2025 17:11Alguma coisa muito grave deve estar acontecendo sem a gente saber, o PL Mensaleiro querendo trabalhar no recesso? Será que a invasão dos marines está programada para agosto? Agosto nunca foi um mês muito alvissareiro para o Brasil!
CLAUDIO NAVES
20.07.2025 14:10O Brasil s deriva , Alcolumbre e Mota acovardados de recesso !