PL lança pré-candidatura de Marcos Rogério ao governo de Rondônia
Evento em Ji-Paraná (RO) contou com a presença do senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL)
O Partido Liberal (PL) lançou neste sábado, 14, num evento em Ji-Paraná (RO), a pré-candidatura do senador Marcos Rogério (PL-RO) a governador de Rondônia nas eleições de 2026. O evento contou com a participação do senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL).
Na ocasião ainda, o deputado federal Fernando Máximo (RO) se filiou à sigla para concorrer ao Senado por Rondônia no pleito deste ano.
Marcos Rogério tem 47 anos. Nasceu em 7 de julho de 1978, em Ji-Paraná. É senador pelo estado desde 2019 e foi deputado federal por RO de 2011 a 2019. É jornalista e foi o relator do processo de cassação do mandato do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética.
“Se ponha no seu lugar, ministra”
Em maio do ano passado, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, discutiu com Marcos Rogério e o senador Omar Aziz (PSD-AM) durante audiência realizada na Comissão de Infraestrutura do Senado na qual foi debatida a criação da unidade de conservação marinha na Margem Equatorial.
Durante embate com Aziz, Marina foi criticada por não aceitar a flexibilização de normas ambientais. Na semana anterior, o Senado aprovou a flexibilização do licenciamento ambiental em todo o país. Ambientalistas criticaram o projeto por, na visão deles, abrir margens para se ignorar a legislação ambiental no país.
“A culpa dessa lei do licenciamento aprovado é da senhora”, disse Aziz, citando o radicalismo de Marina para qualquer tipo de mudança que pudesse facilitar a realização de obras de infraestrutura no país.
“Cada um que votou aqui que assuma a sua responsabilidade”, respondeu a ministra.
Depois do embate, o senador Marcos Rogério tentou apaziguar os ânimos. Mas, no final, ele também foi teve um bate-boca com a auxiliar de Lula. “Essa é a educação da ministra Marina Silva”, ironizou Rogério.
Marina, depois, respondeu. “Eu tenho educação. Se eu fosse uma mulher submissa [eu ficaria calada], mas eu não sou. Eu vou falar”.
O deputado, então, retrucou: “Me respeite ministra, se ponha no seu lugar”. “O senhor precisa me respeitar”, declarou Marina.
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