PL anuncia fim de obstrução e diz ter 206 assinaturas para urgência da anistia
Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, faltam 51 assinaturas para que o requerimento de urgência seja apresentado
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou nesta terça-feira, 8, que a bancada da sigla vai parar de ficar em obstrução nas comissões e no plenário da Casa. A sigla estava utilizando esse recurso desde, pelo menos, a última terça-feira, 1º, para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o requerimento de urgência ao projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
“Como já estamos nos aproximando das 257 assinaturas necessárias para pautar a anistia, a Liderança do PL informa que irá retirar toda obstrução no Congresso Nacional”, publicou Sóstenes no X (antigo Twitter), nesta terça.
“Estamos apostando no diálogo com os colegas parlamentares, que vêm se sensibilizando com essa pauta de justiça, de humanidade e de pacificação nacional”, acrescentou.
Em outra publicação, na tarde desta terça-feira, o líder do PL afirmou que o requerimento tem 206 assinaturas no momento. “Faltam apenas 51 para a anistia ser pautada. “Estamos mais perto do que nunca. A justiça está a caminho. A liberdade dos inocentes está batendo na porta do plenário. Cobre seu deputado. Não é hora de recuar – é hora de pressionar com fé, coragem e esperança!”, complementou.
Ato na Paulista
No último domingo, 6, o ato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pró-anistia realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 44,8 mil pessoas, segundo estimativa feita com base em imagens aéreas pelo grupo de pesquisa “Monitor do Debate Político”, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a ONG More in Common.
O número supera mais que o dobro da manifestação anterior realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, em março deste ano, quando o mesmo grupo estimou 18,3 mil participantes. Porém, ficou abaixo do registrado em fevereiro de 2024, quando Bolsonaro levou cerca de 185 mil pessoas para a Avenida Paulista para pedir anistia aos condenados pelos ataques golpistas do 8 de janeiro.
Reação de Motta
Na segunda-feira, 7, Hugo Motta afirmou que tomará a decisão de pautar o projeto de lei da anistia “ouvindo os líderes” e “respeitando a maioria” dos parlamentares.
“O que o Brasil precisa é de pacificação. Não é desequilibrando, aumentando a crise e distanciando as instituições que vamos resolver o problema e encontrar a saída para esse momento delicado e difícil que o Brasil enfrenta”, disse o parlamentar, em evento da Associação Comercial de São Paulo.
Segundo Motta, os deputados devem ter “sensibilidade para corrigir algum exagero” a quem não deveria ser punido pelo 8 de janeiro de 2023. Ele destacou, no entanto, que os parlamentares precisam ter “responsabilidade e sensibilidade” sobre o tema.
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Comentários (1)
Fabio B
08.04.2025 17:54Bando de vagabundos e oportunistas sem vergonha! A urgência neste país deveria ser o rombo nas contas públicas, os impostos cada vez mais altos que sufocam o trabalhador, a impossibilidade de empreender ou produzir qualquer coisa neste país, a violência que transforma o Brasil num campo de guerra, o crime organizado tomando conta de territórios e até de instituições! Deveria ser a miséria, o analfabetismo e a falta de saneamento básico em pleno 2025! Mas não, esses parasitas estão preocupados em passar pano pra um bando de aloprados golpistas que participaram de uma quebra quebra para que fosse instituído ainda uma ditadura no nome do Bolsonaro. Que se explodam junto com o "mito" deles!