Helen Mirren contra 007
“Nunca gostei de James Bond”
Helen Mirren, vencedora do Oscar de melhor atriz pelo filme A Rainha, de 2006, dirigido por Stephen Frears, gerou polêmica ao criticar a possibilidade de que o icônico agente secreto James Bond, o 007, de Ian Fleming, seja um dia interpretado por uma mulher, como já se cogitou.
Em entrevista ao The Standart, Mirren afirmou que “todo o conceito de James Bond nasceu e está impregnado de um profundo sexismo”.
A atriz, conhecida pela versatilidade e por fortes papéis femininos no cinema, entre os quais a da Rainha Elizabeth II, pelo qual venceu o Oscar, e o da ex-primeira-ministra de Israel, Golda Meier, em Golda, acredita que a melhor saída é criar histórias que retratem “as mulheres [que] sempre foram uma parte importante e incrivelmente importante do Serviço Secreto. (…) E muito corajosas. Se você ouvir sobre o que as mulheres fizeram na Resistência Francesa, elas são incrivelmente, inacreditavelmente corajosas. Então eu contaria histórias reais sobre mulheres extraordinárias que trabalharam naquele mundo.”
Bond depois de Craig
As declarações de Helen Mirren dão continuidade às controvérsias sobre a sucessão de Daniel Craig, considerado um dos melhores atores a interpretar o personagem, que já foi vivido também por Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan.
Desde a última participação e anúncio de “aposentadoria” de Craig como 007, muitos são especulados como favoritos ao posto.
Mas a principal discussão tem sido justamente aquela apontada pela atriz: se Bond – homem, branco, sexista para os padrões atuais – poderia ou não ser reinventado, e assim interpretado por um ator negro (como o tantas vezes apontado Idris Elba) ou por uma atriz, como Lashana Lynch.
007 sob nova direção
O debate sobre o futuro de James Bond tem gerado especulações entre os fãs, depois da recente aquisição da franquia pela Amazon MGM Studios, que agora detém o controle criativo do personagem. Teremos um James Bond politicamente correto e assimilável pela sensibilidade atual, ou teremos o Bond ora violento, ora galanteador, sempre inventivo, em uma de suas variações “originais”?
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