PGR a favor de repactuar os acordos de leniência
Manifestação de Gonet defende repactuação com empreiteiras investigadas no âmbito da Operação Lava Jato
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à homologação dos acordos de leniência celebrados entre o governo Lula (PT) e as empreiteiras investigadas no âmbito da Operação Lava Jato.
“A Procuradoria-Geral da República entende que, na hipótese de o Supremo Tribunal Federal homologar os parâmetros das repactuações levadas a efeito pela União, […] ter-se-á atendida a conciliação a que a ação foi submetida”, diz trecho.
No documento, Gonet reafirmou a legitimidade do Ministério Público Federal (MPF) para firmar acordos de leniência e ressaltou que esses instrumentos são válidos no combate à corrupção.
Além disso, o PGR destacou o Acordo de Cooperação Técnica firmado no mês passado entre o órgão, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU), que estabelece parâmetros para a atuação conjunta.
“O ato prevê, como regra, a condução dos trabalhos de forma coordenada e conjunta entre CGU, AGU e MPF”, acrescentou Gonet.
A manifestação foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do STF, relator do caso. Caberá a ele decidir se homologa – ou não – os termos.
Em fevereiro do ano passado, Mendonça havia autorizado a renegociação dos acordos de leniência.
A questão é objeto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1051, apresentada ao Supremo em março de 2023 pelo PSOL pelo PCdoB e pelo Solidariedade.
As três siglas fazem parte da base de apoio do presidente Lula.
No novo modelo, sete empresas aderiram à repactuação e poderão obter abatimento de até 50% sobre os valores devidos, o que representa R$ 8 bilhões.
Entre as empresas estão: Odebrecht (Novonor), Andrade Gutierrez, Braskem e Camargo Corrêa.
Relatório da OEA
Em fevereiro, a Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um relatório sobre a 6ªa Rodada de Avaliação do Brasil sobre implementação da Convenção Interamericana sobre Corrupção, no qual concluiu que a anulação de provas colhidas sobre a Odebrecht no âmbito da Operação Lava-Jato e a renegociação dos acordos de leniências podem “minar a confiança e contribuir para uma sensação de insegurança jurídica”.
No documento, a Comissão de Peritos do Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana contra a Corrupção (MESICIC) apontou que as recentes decisões do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulando as provas do acordo de leniência da Odebrecht (Novonor) e a suspensão do pagamento de multa de R$ 8,5 bilhões “revelam desafios aos acordos de leniência” e podem gerar “incerteza e possíveis atrasos em seu cumprimento”.
“Há quase uma década, as informações sobre o suborno transancional confessado pela empresa em mais de uma dezena de países permanecem sob sigilo e, com as anulações recentes, é possível que jamais venham a luz”, disse Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil.
Leia mais: “Anulação em série de condenações abala confiança no STF”
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Comentários (3)
Andre Luis Dos Santos
26.05.2025 23:06Que grande favor esses partidos de MERDA, PSOL e PC do B, vassalos da ORCRIM, fazem ao pais, entrando com uma acao que vai devolver o dinheiro ROUBADO para os LADROES. Só mesmo nessa república de MERDA, onde o crime compensa, principalmente pros politicos e os "empresários" compadres. VTNC!!! 🤬
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
26.05.2025 22:03É uma admissão de corrupção com desconto de 50%?
Marcos Rezende
26.05.2025 21:50Os INTOCÁVEIS Brasileiros ficam, em seu mundinho imundo, rindo da cara de todos Brasileiros. São os PGRs, os ditos SUPREMOS, rindo de nós, os que pagamos a conta. Somos definitivamente OTÁRIOS.