PF mira ex-servidor do STJ por suspeita de vazamento de informações sigilosas
Operação Linceu cumpre mandado de busca no DF expedido pelo STF; investigação também apura corrupção e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira, 19, a chamada Operação Linceu, para investigar a suspeita de que um ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tenha facilitado o acesso indevido de terceiros a informações de processos em tramitação na Corte.
A operação cumpre um mandado de busca e apreensão contra o ex-servidor no Distrito Federal, expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a corporação, além de violação de sigilo funcional, são investigados possíveis crimes de peculato eletrônico, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, “sem prejuízo de outras tipificações que venham a ser identificadas”.
Outra operação
Ainda nesta segunda, a PF deflagrou a Operação 1932 no Espírito Santo, para investigar possíveis crimes eleitorais relacionados ao uso de cargo público para coagir servidores municipais a votar em determinado candidato no segundo turno das eleições 2026.
Segundo a corporação, a investigação começou após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, em 10 de outubro, no qual o investigado teria condicionado a manutenção de cerca de 700 postos de trabalho, além da continuidade de obras e de serviços municipais, ao resultado da eleição estadual. É apurada ainda o possível uso de evento público para divulgação de propaganda eleitoral.
A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, além de busca pessoal. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), após manifestação favorável da Procuradoria Regional Eleitoral.
A Justiça Eleitoral também determinou a suspensão do exercício da função pública do investigado e a proibição de acesso às dependências do órgão público.
“Durante as buscas, foram apreendidos materiais de campanha eleitoral, que serão submetidos à análise e a exames periciais. Os fatos são investigados, em tese, como crimes de coação eleitoral praticada por servidor público e utilização de serviços públicos em benefício de organização política, previstos no Código Eleitoral”, conclui o comunicado da PF.
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