PF indicia TH Joias e mais 17 por crimes ligados a facções do Rio
Ex-deputado estadual é indiciado por envolvimento com o crime organizado e lavagem de dinheiro; Relatório inclui policiais e traficantes
A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta-feira, 12, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (foto), e outras 17 pessoas por crimes ligados a facções criminosas do Rio
O indiciamento foi encaminhado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF ao o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região.
A PF atribui a TH os crimes de organização criminosa armada, contrabando, exploração clandestina de atividades de telecomunicações, evasão de divisas, tráfico de drogas interestadual, violação de sigilo profissional, corrupção ativa, embaraço à investigação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O relatório será analisado pelo Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se apresentará denúncia formal contra os indiciados.
Entre os 18 nomes investigados há três policiais militares da ativa, um policial federal e um ex-policial militar. T
Também foram indiciados os traficantes Luciano Martiniano da Silva (Pezão), do Comando Vermelho (CV), e Wallace de Brito Trindade (Lacoste), do Terceiro Comando Puro (TCP), apontados como parceiros de negócios de TH Joias.
Ligação com o CV
Em setembro, TH Joias foi preso em uma operação conjunta das polícias Federal e Civil, além do Ministério Público, por envolvimento com a facção Comando Vermelho (CV).
Segundo as investigações, TH Joias é suspeito de ser o dono oculto de uma loja de produtos esportivos no Mato Grosso do Sul, que seria usada para movimentar o dinheiro de negócios ilegais.
O MDB expulsou TH Joias da legenda, alegando “condutas incompatíveis com o exercício de função pública” e desalinhamento com a orientação partidária nas votações da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
“A liderança não compactua com ilegalidades, repudia conduta criminosa e confia na Justiça”, diz a nota de expulsão, assinada por Rosenverg Reis, líder da bancada do MDB e 1º secretário da Alerj.
O MDB do Rio já teve outros políticos presos, como Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; e Sérgio Cabral, ex-governador.
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