PF cancela depoimento de Jaques Wagner
O petista é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master
A Polícia Federal atendeu ao pedido feito pela defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) e cancelou o depoimento que estava previsto para esta sexta-feira, 7.
O petista é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.
A PF também adiou o depoimento do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro ligado a Jaques Wagner.
A oitiva do ex-controlador do Banco Pleno estava marcada para segunda-feira, 3, e ainda não foi remarcada.
O pedido da defesa de Wagner
A defesa do senador Jaques Wagner afirmou, por meio de nota, que requereu, “com antecedência proporcional”, o adiamento do depoimento designado para 7 de agosto, alegando não ter tido acesso ao conteúdo da investigação
“O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês”, disse.
“O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor”, acrescentou.
Jaques Wagner e o caso Master
A PF identificou indícios da “possível atuação parlamentar de Jaques Wagner em temas de interesse do Banco Master”.
De acordo com a representação, o senador “teria mantido interlocução direta com Augusto Ferreira Lima” sobre temas relacionados “à elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda, ensejando a apresentação da Emenda no 30 à Medida Provisória no 1.106/2022 (posteriormente convertida na Lei no 14.431/2022)”.
Em troca, ele teria recebido vantagens indevidas, como ingressos para shows da cantora Taylor Swift e um apartamento de luxo em Salvador.
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