Petistas temem efeito ‘kit gay’ com Erika Hilton
Ao longo desta semana, petistas apontaram receios com o impacto da escolha da parlamentar junto ao eleitorado mais de centro
Integrantes do PT manifestaram preocupação, ao longo dos últimos dias, como o impacto na campanha do presidente Lula junto ao eleitorado de Centro com a escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Alguns integrantes do partido acreditam que o comitê de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai usar o episódio para ressuscitar a discussão sobre a implantação do chamado “kit gay”, alcunha popular dada ao projeto “Escola sem Homofobia”, elaborado em 2010 e 2011 na gestão do então ministro da Educação Fernando Haddad.
O receio dos petistas é que, ao falar novamente sobre esses fantasmas, a direita consiga dar tração, junto ao eleitor mais conservador, notícias falsas como a da mamadeira de piroca. E isso teria o condão, conforme integrantes da sigla, de influenciar negativamente na campanha de Lula.
Até hoje, petistas acreditam que o ‘kit gay’ e a tal mamadeira de piroca foram determinantes para a derrota de Fernando Haddad nas eleições de 2018.
Como mostramos mais cedo, pesquisa Realtime Big Data indica que a maioria dos brasileiros discorda da escolha de Erika Hilton para comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Segundo o levantamento, 84% foram contra a indicação do PSOL. “Foi uma escolha desnecessária em ano eleitoral. Uma pisada de bola que não precisávamos”, admitiu um integrante do partido a este portal.
Oficialmente, porém, o PT endossou a escolha do PSOL.
O Antagonista apurou que a escolha de Erika pelo PSOL foi um gesto para manter a parlamentar na sigla. Como mostramos, o PT sondou Erika para deixar o PSOL e queria a parlamentar como sua puxadora de votos em São Paulo.
Como mostramos nesta quarta-feira, um grupo de 20 deputados apresentou recurso à Mesa Diretora da Câmara contra a eleição da parlamentar para o colegiado.
O pedido é liderado pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ). Também assinam o recurso parlamentares como Rosangela Moro (União-SP), Any Ortiz (Cidadania-RS), Bia Kicis (PL-DF), Julia Zanatta (PL-SC) e Adriana Ventura (Novo-SP). Ao todo, nove homens integram a lista de signatários.
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