Pedido de Eduardo “precisa ir para a lata do lixo”, diz líder do PT
Lindbergh Farias (RJ) ainda voltou a defender que a Câmara dos Deputados casse os mandatos de Eduardo e Carla Zambelli
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), reagiu nesta sexta-feira, 29, ao pedido do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) para manter o mandato enquanto está nos Estados Unidos. O deputado do PL enviou o pedido ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Lindbergh defendeu que seja rejeitado.
“Esse ofício precisa ir pra lata do lixo“, escreveu o petista no X. Ainda na publicação, ele incluiu um vídeo em que comenta a solicitação de Eduardo.
“Eu descubro agora que Eduardo Bolsonaro, ontem à noite, quase de madrugada, entra com um ofício para exercer o mandato dele na Câmara dos Deputados à distância. Ele quer ser deputado lá dos Estados Unidos. O presidente da Câmara tem que jogar esse ofício dele na lata do lixo. Esse cara devia ter vergonha”, fala o líder do PT.
“Sabe quanto ele já está custando só dos assessores dele, pago com dinheiro público? 800 mil reais. Para ficar fazendo o quê? Ficar falando contra o Brasil, tramando contra o Brasil. O custo dele já é de 40 bilhões de reais, com essas tarifas, com os prejuízos que estão trazendo aqui para o nosso país”.
Lindbergh ainda defendeu que a Casa casse os mandatos de Eduardo e da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que está presa na Itália por ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão dos sistemas do CNJ e inserção de documentos falsos.
“Está ficando muito feio para a Câmara. A Câmara tem que ter coragem de cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli. Foragida, presa na Itália, condenada em última instância”, pontuou o petista.
O pedido de Eduardo
No ofício enviado a Motta, o parlamentar do PL diz que desde seu primeiro mandato, tem feito da diplomacia parlamentar um dos “focos centrais” de sua atuação. “Ao longo desses anos, construí uma rede de interlocução internacional que me tornou reconhecidamente o parlamentar brasileiro com maior respeitabilidade no exterior, não apenas nos Estados Unidos, mas também na América Latina, Europa e no Oriente Médio”.
O deputado anda alega que permaneceu nos Estados Unidos porque surgiram notícias de que sua atuação internacional “estava incomodando a ponto de se cogitar a cassação” do passaporte dele e a “imposição de outras medidas restritivas”.
Na verdade, Eduardo aproveitou a demora da Procuradoria-Geral da República para responder a um pedido de Lindbergh sobre a apreensão do passaporte. A PGR só se manifestou após o anúncio do autoexílio, para dizer que não via razão para a apreensão, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido do petista.
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