Patrimônio de Eduardo Cunha supera R$ 14 milhões
O montante inclui um depósito em conta judicial de 12,59 milhões de reais e 887,5 mil reais por participações societárias
O ex-presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais Eduardo Cunha (Republicanos) declarou à Justiça Eleitoral neste ano um patrimônio de 14,10 milhões de reais.
O montante inclui um depósito em conta judicial de 12,59 milhões de reais, 887,5 mil reais por participações societárias, três salas no Rio de Janeiro no valor de 335 mil reais, 175 mil reais como 50% de um imóvel no Rio de Janeiro e um veículo Corola de 60 mil reais, entre outros valores.
O total é 2.080 reais e 44 centavos maior que o declarado por Cunha nas eleições de 2022, quando concorreu a deputado federal por São Paulo e não foi eleito, tendo recebido 5.044 votos válidos (0,02%).
A declaração de bens é obrigatória para todos os candidatos. Cunha foi deputado federal pelo Rio de Janeiro de 2003 a 2016 e deputado estadual de 2001 a 2003. Presidiu a Câmara dos Deputados de 2015 a 2016.
Retirado da presidência da Câmara por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), cassado do mandato de deputado federal por mentir em CPI e condenado a 15 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele praticamente nunca parou de articular na Casa parlamentar que presidiu, como indica o relatório da Operação Transparência.
Em julho, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de até 6,15 milhões de reais em bens de Cunha, no âmbito de investigação por suposto desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara.
A decisão também suspendeu a execução das emendas sob investigação.
Segundo a Polícia Federal, Cunha teria continuado a direcionar recursos públicos mesmo sem exercer mandato desde 2016, atuando como um “parlamentar informal”.
A investigação aponta que ele contava com a intermediação de uma servidora da Câmara para definir o destino das verbas.
Em sua decisão, Dino afirmou que mensagens e planilhas apreendidas indicam que Cunha atuava no redirecionamento de recursos, principalmente em municípios de Minas Gerais.
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