Paes comemora decisão do CNJ sobre Bretas
Prefeito foi responsável por um dos três PADs abertos contra o ex-juiz da Lava Jato, que foi punido com aposentadoria compulsória
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), comemorou nas redes sociais a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de punir o juiz Marcelo Bretas com aposentadoria compulsória nesta terça-feira, 3.
“Justiça! Marcelo Bretas expulso da magistratura por unanimidade! Fraudou as eleições de 2018”, escreveu no X, seguido da publicação de um vídeo.
“Dia 3 de junho de 2025, exatos 2.436 dias após um juiz interferir de forma ilegal e criminosa nas eleições do Estado do Rio de Janeiro, a justiça finalmente foi feita. CNJ acaba de condenar e expulsar da magistratura o juiz Marcelo Bretas, por ficar devidamente comprovado que ele, por motivação política, fraudou as eleições de 2018. Fraudou as eleições de 2018 ao mentir e inventar mentiras contra o então candidato Eduardo Paes, que é esse aqui que vos fala.
No momento crucial da história política do nosso Estado, quando eu liderava todas as pesquisas, esse Bretas usou de uma das artimanhas mais baixas, mais covardes que existem. Usou do aparato do Estado para ameaçar e coagir pessoas e obrigou elas a inventar mentiras contra mim com o único objetivo de manipular a população e induzir o voto na chapa que ele apoiava”.
Paes foi autor de uma das reclamações que resultaram na abertura de um procedimento administrativo disciplinar (PAD) contra o magistrado.
Na ocasião, o prefeito pedia o afastamento de Bretas por “conduta incompatível com a imparcialidade“.
Paes alegava que o juiz teria favorecido o então candidato e ex-juiz Wilson Witzel nas eleições de 2018, prejudicando sua campanha.
CNJ
Por maioria, o CNJ votou pela aposentadoria compulsória de Bretas.
Os conselheiros, que seguiram o voto do relator, José Rotondano, consideraram ter havido excessos na atuação de Bretas nos processos.
“Estou propondo à corte que se julgue parcialmente procedente as imputações trazidas contra o magistrado e aplicar-lhe a pena de aposentadoria compulsória“, disse Rotondano.
Segundo o relator, as alegadas provas “expuseram a figura de um magistrado que revestiu de figura acusatória por anseio de protagonismo no sistema de Justiça”.
O subprocurador-geral da República José Adonis afirmou que Bretas “tomou conhecimento dessa atuação de um advogado, que era chamado de ‘vendedor de sonhos’, e não adotou providências”.
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Comentários (7)
Amaury G Feitosa
04.06.2025 09:21No país da merda e da ladroagem um criminoso corrupto que deveria estar na cadeia ataca um magistrado limpo que teve coragem de enfrentar a quadrilha no poder.
Fabio B
04.06.2025 08:51Toda essa perseguição a todos que fizeram parte da Lava Jato só foi tão efetiva graças ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Marian
03.06.2025 20:36Gostaria que Bretas integrasse o próximo governo que será eleito em 2026
ANDRÉ MOURA MOREIRA
03.06.2025 20:01Parabéns aos corruptos. Estão ganhando o jogo.
Joaquim Arino Durán
03.06.2025 19:39Prefeito, governador, deputado, senador...
Clayton De Souza pontes
03.06.2025 19:37Agora o Bretãs vai se candidatar a algum cargo político e vai levar
Denise Pereira da Silva
03.06.2025 19:29Quando nós, cariocas, teremos uma opção minimamente decente de candidato a prefeito da cidade? Sonho com esse dia.