Objetos enviados a Bolsonaro na Papudinha são recusados, dizem Correios
Pacotes e objetos maiores passam por protocolos de segurança e podem ser retidos
Os Correios informaram que objetos postais destinados ao ex-presidente Jair Bolsonaro vêm sendo recusados no Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, desde a segunda quinzena de janeiro.
A Polícia Militar do DF afirmou que o direito de Bolsonaro de receber correspondências está “integralmente observado”, mas acrescentou que “o ingresso de objetos, presentes, encomendas ou quaisquer acessórios não expressamente autorizados pela regulamentação interna não é permitido”.
A corporação disse ainda que cartas e documentos são entregues, enquanto pacotes e objetos maiores passam por protocolos de segurança e podem ser retidos.
Os objetos postais incluem cartas, documentos, impressos e encomendas, enquanto “correspondências” se referem especificamente a cartas e comunicações escritas.
Segundo os Correios, a recusa ocorre no momento da apresentação das correspondências no endereço de destino, sem interferência da unidade prisional na gestão externa do fluxo postal.
Bolsonaro cumpre pena no Núcleo de Custódia da PMDF, na área chamada Papudinha, vinculada ao Complexo da Papuda, por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
A Polícia Militar reforçou que todos os direitos previstos na legislação vigente são garantidos e que a atuação da unidade segue critérios de segurança, legalidade e ordens judiciais.
Tratamento psicológico
Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado entre na Papudinha, três vezes por semana, para aplicar um tratamento ao ex-presidente.
A técnica terapêutica é denominada neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES) e visa a regulação funcional da atividade neurofisiológica central. É aplicada por meio de clipes auriculares bilaterais enquanto o paciente permanece em repouso consciente, em sessões que duram entre 50 minutos e uma hora.
Segundo a defesa, no final de abril de 2025, Bolsonaro foi submetido a esse tratamento, durante internação.
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