Brasil e Índia assinam acordo sobre terras raras
Documento tem validade de cinco anos, mas não estabelece metas financeiras nem obrigações formais de cumprimento
Lula e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, assinaram neste sábado, 21, um acordo de cooperação em minerais críticos e terras raras. O objetivo é ampliar a parceria entre Brasil e Índia em tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados.
Segundo Modi, o memorando “é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”.
O documento tem validade de cinco anos e não estabelece metas financeiras nem obrigações formais de cumprimento. Na prática, funciona como um guarda-chuva político de intenções entre os governos.
“Nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global”, disse Lula.
O acordo prevê cooperação em pesquisa, desenvolvimento, mineração e transferência de tecnologia.
Também inclui uso de inteligência artificial para análise de dados, intercâmbio de informações entre pesquisadores e criação de um grupo de trabalho conjunto, com foco em gestão ambiental.
O Brasil possui as segundas maiores reservas globais desses recursos, atrás apenas da China, enquanto a Índia busca reduzir sua dependência do país asiático por meio da expansão da produção interna e diversificação de fornecedores.
Ambos têm capacidade limitada de mineração e processamento, especialmente o Brasil
Tour de Lula
Lula chegou a Nova Délhi na quarta-feira, 18, para participar da Cúpula de Impacto sobre Inteligência Artificial.
Durante a visita, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e se reuniu com Modi para tratar também da expansão do comércio bilateral, que superou US$ 15 bilhões em 2025.
Os países planejam elevar esse montante a US$ 20 bilhões até 2030.
Após a agenda na Índia, Lula seguirá para a Coreia do Sul, onde terá encontros com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial.
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