“O Trump apoia o Flávio”, diz Boulos
Ministro afirma que o senador colocou terras raras brasileiras à disposição dos Estados Unidos
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira, 24, que o presidente americano, Donald Trump, apoia a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo Boulos, Flávio viajou aos Estados Unidos para colocar as terras raras brasileiras à disposição do governo Trump.
“Ao contrário do nosso adversário, o Trump apoia o Flávio Bolsonaro. O Flávio Bolsonaro foi lá no Texas e disse que as terras raras estariam à disposição dos Estados Unidos, porque o Flávio Bolsonaro mandou uma carta amigável para o Marco Rubio, que qualificou como uma oferta generosa, dizendo que colocaria a equipe de transição supervisionada pelos norte-americanos. Onde é que já se viu isso, gente?”, disse à CNN Brasil.
Nova tarifa
Boulos também comentou a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre as importações brasileiras.
“O governo norte-americano se preocupa com os interesses dos norte-americanos. Quer os minerais críticos do Brasil para poder servir de alternativa ao que eles recebiam da China. O governo norte-americano quer estabelecer uma relação de controle, uma relação colonial, é importante dizer, com o Brasil”, disse.
Na quinta, 23, o governo Lula inforou que iniciará “imediatamente os trâmites” para acionar a Lei de Reciprocidade após os Estados Unidos anunciarem a aplicação de uma nova tarifa sobre importações vindas de aproximadamente 60 parceiros comerciais, entre eles o Brasil.
“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, diz trecho da nota.
A medida anunciada pelo governo americano tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que abriu uma investigação sobre supostas práticas de trabalho forçado nas cadeias produtivas desses países.
No comunicado, o governo brasileiro ressaltou que na ausência “de base interna legal para sustentar sua política comercial protecionista o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”.
Para produtos brasileiros, a nova cobrança se soma à tarifa de 25% em vigor desde a última quarta-feira, 22,, o que pode elevar a sobretaxa total a 37,5% sobre parte das exportações do país.
Leia mais: Brasil acionará Lei de Reciprocidade após novas tarifas anunciadas pelos EUA
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Comentários (1)
Marian
24.07.2026 17:57E daí? Biden apoiava quem?