Número 2 da PF fala em “ataques” e reafirma confiança em Andrei
Ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF)
O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Marcel Murad, afirmou nesta terça-feira, 8, que a corporação não deixará ser abalada por “ataques” e que ele possui “total confiança” no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A manifestação ocorre após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento de Andrei.
“Cabe a todos nós exercer nossas funções com firmeza, no interesse da inegociável missão de promover a justiça e assegurar o Estado de Direito. Por isso, não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui reafirmamos e reafirmo a nossa total confiança na direção-geral, no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues“, falou Murad, em discurso na abertura de um curso de formação de novos agentes da PF, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília.
Murad é o número 2 da PF e, portanto, assume a direção-geral com o afastamento de Andrei.
A decisão de Mendonça
A decisão contra Andrei ocorreu após a produção do relatório apócrifo que embasou o pedido de investigação contra Mendonça feito na semana passada pelo seu colega Alexandre de Moraes. Moraes acusou Mendonça de ato de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade a partir desse documento.
No despacho, Mendonça também determina que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar as circunstâncias em que os documentos foram produzidos, quem determinou sua elaboração, quem os redigiu e se existem outros relatórios com finalidade semelhante.
Além disso, o ministro determinou a suspensão da produção, elaboração ou compartilhamento, mesmo internamente, de qualquer relatório de inteligência destinado a analisar atos praticados no exercício das funções jurisdicional, de advocacia pública ou de polícia judiciária.
O ministro Gilmar Mendes pediu vista nesta terça-feira no julgamento que analisa o referendo da decisão de Mendonça. O caso estava sob análise da Segunda Turma do STF.
Antes do pedido de vista, dois ministros haviam se manifestado a favor da decisão de Mendonça: Nunes Marques e Luiz Fux. Assim, faltaria apenas a manifestação do ministro Dias Toffoli, que também integra o colegiado.
Gilmar Mendes pretende divulgar uma nota sobre a crise institucional do Supremo e solicitar que todo o imbróglio seja resolvido no plenário da Corte.
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